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Produção de canábis em casa para autoconsumo dispara devido à escassez

Produção de canábis em casa para autoconsumo dispara devido à escassez

É a substância ilegal mais consumida no país. E o haxixe chega a custar quatro vezes mais do que em 2019 devido à quebra da oferta.

As recentes apreensões recorde de haxixe e de canábis inflacionaram o preço destes estupefacientes nos "mercados". E o aumento dos preços, provocado pela escassez, criou uma nova realidade: há cada vez mais consumidores a lançarem-se na produção caseira, em pequenas quantidades, para o autoconsumo. A Internet, que permite tanto o acesso ao material necessário para o cultivo da canábis como a compra de sementes, acelerou o fenómeno. Em Portugal, esta é a substância ilegal mais consumida e a que começa a ser usada mais cedo, aos 17 anos, em média. Hoje, o Parlamento discute dois projetos que propõem a legalização da canábis - um do BE, o outro da IL.

A pandemia da covid-19 levou, durante os dois grandes períodos de confinamento em particular, ao fecho das fronteiras, com as rotas habitualmente usadas por traficantes a serem alvo de apertadas fiscalizações. A consequência fez-se logo sentir das ruas com uma inflação sem precedentes e que tem vindo a crescer, apesar do desconfinamento. Fontes policiais revelaram ao JN que uma placa de 100 gramas de haxixe, que custava, em 2019, entre 80 e 150 euros, pode chegar hoje a ultrapassar os 600 euros.

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