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Professora suspeita de contar o que saía em exame vai ser julgada novamente

Professora suspeita de contar o que saía em exame vai ser julgada novamente

A professora de Português Edviges Ferreira vai ser julgada novamente, em novembro deste ano, depois de ter sido absolvida na primeira instância, em dezembro do ano passado. A docente é suspeita de contar a uma aluna os conteúdos que sairiam no exame nacional de Português do 12.º ano. O caso remonta a 2017.

O Tribunal da Relação de Lisboa deu razão ao Ministério Público (MP) e ao Instituto de Avaliação Educativa (IAVE), que discordaram e recorreram da sentença. Para os dois organismos, a decisão do acórdão assenta em incongruências, adiantou o jornal "Público" na edição desta terça-feira. O MP considerou que a docente terá cometido os crimes de abuso de poder e violação de segredo por funcionário.

No entanto, a primeira juíza, Sofia Franco Claudino, que absolveu a professora, baseou-se no mau resultado da estudante e considerou que não era "crível que uma aluna que soubesse especificamente os temas que iriam sair no exame apresentasse tão parca classificação". Teve 9,5 valores.

WhatsApp denuncia

A polémica surgiu depois de uma gravação circular no WhatsApp, onde uma jovem relata ter sido avisada por uma amiga, que os temas do exame seriam Alberto Caeiro e contos e poesia do século XX. A informação viria de uma "presidente do sindicato de professores".

Edviges Ferreira era, em 2017, presidente da Associação de Professores de Português e tinha acesso antecipado à prova. Os conteúdos referidos foram efetivamente os que saíram no exame nacional. A docente foi demitida em 2019 pelo Ministério da Educação, através um processo disciplinar, ainda antes do julgamento se iniciar.

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