Fenprof

Professores admitem greve em dezembro

Professores admitem greve em dezembro

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) admite convocar greve em dezembro. Por um ou mais dias, caso prossiga o "bloqueio negocial" imposto pelo Ministério da Educação, avisou esta sexta-feira Mário Nogueira.

Para já, a Fenprof dá um prazo ao Ministério da Educação para responder ao repto: até dia 13 de novembro, a tutela deve marcar a reunião com os sindicatos que se deve realizar ainda durante o mês de novembro. Nesse dia a Federação irá deslocar-se às instalações do ME, em Lisboa. E se continuar sem resposta irá virar baterias para o Primeiro-ministro. Até lá, os professores irão ser auscultados sobre ações de luta.

"Em cima da mesa está a convocação de uma greve, de um ou mais dias, em dezembro. Sem alternativa o caminho será o da luta", afirmou o secretário-geral em conferência de imprensa.

A Federação alega que entregou propostas em março e novamente em outubro que a tutela recusou negociar. As medidas aprovadas nas escolas por causa da pandemia sobre condições de trabalho e sanitárias também são de negociação obrigatória, sendo que as organizações nem sequer foram auscultadas, acusa Mário Nogueira, garantindo ir recorrer a todas as instâncias, incluindo judiciais "para repor a lei".

800 escolas com casos

O levantamento feito pela Fenprof ao número de escolas com casos de covid-19 atingiu os 800 estabelecimentos. As escolas têm desde ontem disponível uma plataforma para registarem casos positivos, de isolamento e alunos integrados em grupos de risco. Uma monitorização que Nogueira "estranha" só em novembro ter sido criada.

"O Ministério tem agora o que a Fenprof há muito reclama. Hoje já não pode dizer que não sabe onde há casos e que medidas estão a ser aplicadas", sublinhou, voltando a exigir a realização de testes para quem regressa às escolas após quarentena.

PUB

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG