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Professores apontam "imprudência" e sentimento de insegurança no regresso às aulas

Professores apontam "imprudência" e sentimento de insegurança no regresso às aulas

A Federação Nacional dos Professores (FENPROF) considera haver "alguma imprudência" do Governo no regresso às aulas presenciais do 11.º e 12.º ano.

Segundo o secretário-geral da FENPROF, Mário Nogueira, "não foi feita uma análise rigorosa ao impacto do primeiro momento de desconfinamento, até porque esses números não são conhecidos, e devia ter havido um rastreio que permitisse perceber o estado infeccioso dos estudantes".

Mário Nogueira lembra que muitos dos alunos são assintomáticos, mas que, nestes dois anos letivos, há muitos professores acima dos 60 anos.

"Há algum sentimento de insegurança. Os professores não devem iniciar as aulas enquanto não forem disponibilizadas as máscaras, o gel e o distanciamento. Devem esperar que estejam reunidas todas as condições", aponta.

Mário Nogueira recorda que, quando as escolas fecharam, havia 86 casos positivos de covid-19 no país e que agora há quase 30 mil, o que obriga a cuidados redobrados.

O secretário-geral da FENPROF esteve esta segunda-feira de manhã na Escola Secundária D. Dinis, em Coimbra, a distribuir o Manual de Procedimentos, Condições e Exigências dos professores no regresso à atividade letiva presencial.

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O diretor da Escola Secundária D. Dinis, Augusto Nogueira, revela que, esta segunda-feira, regressam 140 alunos às aulas, sendo 70 de manhã e 70 à tarde, numa escola que tem um total de 660 alunos.

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