Pandemia

Professores, funcionários e alunos do Secundário testados no regresso às escolas

Professores, funcionários e alunos do Secundário testados no regresso às escolas

Todos os educadores, professores, funcionários e os alunos do ensino Secundário vão ser testados à covid-19 no regresso às aulas presenciais. Os rastreios periódicos em concelhos com taxa de incidência mais elevada (120 por 100 mil habitantes) pode variar de sete a 28 dias de intervalo.

A orientação relativa ao "Programa de Rastreios Laboratoriais nas creches e estabelecimentos de Educação e de Ensino" foi publicada esta segunda-feira pela Direção-Geral de Saúde (DGS).

"É adotada uma estratégia de rastreio de reinício das atividades, através da realização de um teste rápido de antigénio (TRAg) para SARS-CoV-2, em amostras do trato respiratório superior (exsudado da oro/nasofaringe), a todos os docentes e não docentes das creches, da educação pré-escolar, e dos primeiro, segundo e terceiro ciclos do ensino básico e do ensino secundário, e a alunos do ensino secundário aquando do início da atividade letiva presencial", lê-se no documento.

Por os estudos sugerirem uma menor taxa de transmissibilidade nos mais pequenos, o programa dará prioridade aos alunos do Secundário que se forem menores só podem ser testados após autorização assinada pelos encarregados de educação, explica a DGS.

Intervalos de 28 dias

De acordo com a orientação será adotada "uma estratégia de rastreios periódicos, nos concelhos com uma incidência cumulativa a 14 dias superior a 120/100.000 habitantes, através da realização de testes rápidos de antigénio" a educadores, professores, funcionários e alunos do Secundário. O segundo teste será feito sete dias após o primeiro e os seguintes de 28 em 28 dias, podendo o intervalo ser ajustado em função do número de casos positivos detetados pelos testes.

Os resultados têm de ser divulgados em menos de 24 horas e serão comunicados aos diretores de creches e agrupamentos que os terão de transmitir aos docentes, funcionários e famílias. As escolas ficam encarregues de organizar os espaços para a realização dos testes e de assegurar as condições de isolamento no caso de deteção de casos positivos.

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A DGS justifica o programa por a maior frequência de testes rápidos parecer "estar associada a uma maior redução da transmissão de SARS-CoV-2".

Ontem, o Governo, recorde-se aprovou em reunião de conselho de ministros extraordinária a dotação de quase 20 milhões de euros para o programa de rastreios ser cumprido em creches e escolas públicas do Pré-Escolar ao Secundário.

A Associação de Estabelecimentos de Ensino Particular e Cooperativo já acusou o Executivo de "discriminação".

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