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Professores pedem rápida publicação do decreto para Parlamento agir

Professores pedem rápida publicação do decreto para Parlamento agir

Após a promulgação, nesta segunda-feira, pelo presidente da República do decreto que prevê a recuperação parcial do tempo de serviço congelado, os professores pedem que o diploma também seja publicado rapidamente para que as bancadas parlamentares possam requerer a apreciação e corrigir o diploma.

Uma coisa é certa, garante Mário Nogueira ao JN: "os professores não vão esquecer o roubo de 6,5 anos de serviço". A caminho do Algarve onde amanhã participará num plenário onde serão debatidas novas ações de protesto para o terceiro período, o líder da Federação Nacional de Professores (Fenprof) garante que "o tempo agora é da Assembleia da República".

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Os dirigentes acreditam que as bancadas (à exceção do PS) que assumiram defender a recuperação integral do tempo de serviço congelado (nove anos, quatro meses e dois dias) vão cumprir o compromisso de requererem a apreciação parlamentar do diploma. PCP e BE prometeram tomar a iniciativa. Nogueira acredita que a Direita votará favoravelmente.

"Estamos fartos de farsas negociais. Agora vamos trabalhar com o Parlamento numa solução", defende, sublinhando que por esse motivo as dez organizações que integram a plataforma sindical entregaram, na semana passada, uma petição subscrita por mais de 60 mil professores e a proposta dos sindicatos "que nunca foi analisada pelo Governo nas negociações", garante. Os sindicatos propõem o modelo de recuperação faseada até 2025, em vigor na Madeira, com possibilidade de os docentes trocarem tempo pela antecipação da aposentação sem penalização ou pelo acesso aos 5.º e 7.º escalões, limitados por quotas.

"Era o que queríamos: uma promulgação rapidíssima. Que agora seja uma publicação a alta velocidade", insiste Nogueira, apelando à participação dos professores na manifestação convocada para 23 de março em Lisboa. "Vai ser decisivo para pressionar os partidos", assume o líder da Fenprof.

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