Viseu

Professores prometem que luta é para continuar. Fenprof prepara protesto no IP3 

Professores prometem que luta é para continuar. Fenprof prepara protesto no IP3 

O 14º congresso da Fenprof chegou ao fim com o aviso de Mário Nogueira, secretário-geral reeleito da Federação Nacional dos Professores, de que a luta dos docentes "é para continuar".

"O congresso termina e os professores e a Fenprof dizem a todos, ao país e ao poder em particular que a luta é mesmo para continuar", declarou o sindicalista no encerramento da reunião magna que se realizou nos últimos dois dias em Viseu.

"A luta continua, todos juntos vamos faz um Portugal melhor, os professores vão mesmo ser tratados como merecem, porque é tempo de ser tempo dos professores", afirmou, repetindo uma das frases mais ouvidas no congresso e que vai ser o lema da Fenprof nos próximos tempos.

A Federação Nacional dos Professores promete diálogo com o Governo, mas nem por isso vai deixar de levar a cabo ações de protesto. A próxima acontece já no próximo dia 2 de julho e a data não foi escolhida ao acaso.

"No dia 2 de julho completam-se quatro anos sobre a declaração do senhor primeiro-ministro de que não há dinheiro para tudo e por isso ou se fazem as obras do IP3 ou se conta o tempo de serviço aos professores", lembrou.

"Estaremos lá neste dia, no IP3, distribuindo um folheto aos automobilistas dizendo: senhor automobilista, somos professores isto está na desgraça que o senhor vê e com certeza sofre por passar aqui todos os dias, mas queremos dizer-vos que a culpa não é nossa porque a nossa carreira também está estilhaçada", afirmou.

Para a realização desta ação de protesto, a Federação Nacional dos Professores já pediu o apoio da Comissão de Utentes e Sobreviventes do IP3.

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"Portanto, juntemo-nos e exijamos as obras e o que é justo para a carreira docente", acrescentou.

Mário Nogueira saiu reeleito do congresso com 90% dos votos e agora na coordenação da Fenprof vai ter dois adjuntos, José Feliciano Costa, do Sindicato dos Professores da Grande Lisboa, e Francisco Gonçalves, do Sindicato dos Professores do Norte.

"A Fenprof sai do seu congresso com mais e melhores condições para a exigente ação que tem pela frente, renova os seus órgãos, atreve-se a novas soluções de coordenação, confirmando que os sindicatos não se acomodam, não se encostam aquilo que já existe, ao mesmo de sempre, mas ousam a novas formas de organização para darem melhores respostas", defendeu.

E continuou, "teremos uma coordenação colegial do Secretariado Nacional que não vai servir para fazer o mesmo de sempre, mas com mais gente, nem para dar descanso a alguém, mas para sendo mais, podermos fazer mais e sobretudo podermos fazer melhor".

Mário Nogueira garantiu ainda que a Fenprof sai do 14º congresso "mais bem preparada para apresentar propostas ao Ministério da Educação já a partir de segunda-feira".

No encerramento da reunião magna dos professores esteve Isabel Camarinha, secretária-geral da CGTP-IN, que defendeu que "tal como na Educação, também o país não pode esperar".

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