Educação

Professores vão entregar cinco mil postais a Costa a pedir um novo ministro

Professores vão entregar cinco mil postais a Costa a pedir um novo ministro

A Federação Nacional de Professores (Fenprof) recolheu mais de cinco mil postais, assinados por docentes e educadores, a exigir soluções para a carreira, a abertura de negociações e um novo ministro da Educação, que pretende entregar ao primeiro-ministro, na quinta-feira, no Conselho de Ministros extraordinário em Bragança.

A recuperação do tempo integral de serviço congelado, as quotas de acesso ao 5.º e 7.º escalões da carreira, o envelhecimento da classe e diminuição dos candidatos à docência, precariedade e horários irregulares encabeçam a lista de queixas para as quais a Fenprof há muito reclama medidas ao Governo.

"Apesar de serem problemas para os quais se reclamam, há muito, soluções que respeitem e valorizem o exercício da profissão docente, os responsáveis do Ministério da Educação (ministro, secretários de Estado, diretores gerais ou inspetor geral da Educação e Ciência) recusam reunir e, no caso dos que integram a equipa ministerial, abrir negociações das quais resultem as medidas necessárias à sua superação", lê-se no comunicado divulgado, esta quarta-feira, pela Fenprof.

A Federação critica ainda o ministro Tiago Brandão Rodrigues por, desde o início do segundo mandato, só ter reunido uma vez com as organizações sindicais (22 de janeiro) e por ter manifestado "indisponibilidade para a abertura de processos negociais sobre matérias que não fossem por si decididas".

Os professores pretendem concentrar-se, em protesto, na quinta-feira, junto ao local onde decorrerá o Conselho de Ministros, em Bragança, para entregarem os mais de cinco mil postais a António Costa.