Covid-19

Profissionais de saúde vão poder voltar a gozar férias

Profissionais de saúde vão poder voltar a gozar férias

O secretário de Estado da Saúde anunciou, esta terça-feira, que os profissionais de saúde vão poder voltar a gozar período de férias.

Depois de lembrar o papel "crucial" dos enfermeiros tanto no combate à pandemia como em toda a restante atividade, e deixar uma palavra de apreço à bastonária Ana Rita Cavaco, assinalando assim o dia internacional da classe, António Lacerda Sales anunciou uma boa notícia: todos os profissionais da área da saúde vão voltar a poder gozar férias, depois de o despacho de 15 de março que impedia esse cenário, face às necessidades criadas pela pandemia, ter sido revogado. "Está novamente autorizado o gozo de férias por profissionais de saúde, desde que seja acautelado o normal funcionamento do serviço, tendo em conta a necessidade de manutenção da prontidão de resposta ou um eventual aumento de incidência de covid-19 em Portugal", detalhou.

"Grande maioria dos lares tem condições" para retomar visitas

Sobre a retoma das visitas aos lares de idosos, marcada para o próximo dia 18, que tem espoletado algumas críticas, a diretora-geral da Saúde explicou que, "na grande maioria dos lares", há "condições, com preparação e definição de regras próprias", para a retoma acontecer. De resto, existem "situações particulares onde, de acordo com a avaliação do risco das autoridades de saúde, as visitas poderão ser diferidas para outra data".

Uma das regras mais importantes a aplicar nos estabelecimentos, destacou Graça Freitas, passa, além da preparação dos profissionais, pelo diálogo com as famílias dos utentes, para que as medidas de prevenção e controlo de infeção sejam cumpridas.

"O que a DGS estabelece é um conjunto de regras de boas práticas que se destinam à retoma faseada da nossa vida normal, mas que não é a vida normal como a conhecíamos. É um novo tipo de normalidade", disse a diretora-geral da Saúde, acrescentando que cada regra é negociada com os outros ministérios e com os parceiros dos setores privado e social.

Por seu turno, o secretário de Estado da Saúde lembrou a importância de os idosos voltarem a ver os familiares, reforçando que, tendo em conta a vulnerabilidade deste grupo, a retoma das visitas deve estar em linha com as orientações da DGS.

Rastreios nas escolas ainda não são prioridade

Perante a petição da Fenprof que sugere rastreios para toda a comunidade educativa no recomeço das aulas presenciais para alunos do 11.º e 12.º anos, Graça Freitas disse que estes serão feitos "analisando situação a situação". Para já, é prioritário trabalhar na testagem "da comunidade educativa que vai participar na retoma da atividade das creches", bem como nas despistagens nos lares e estabelecimenos prisionais.

Quarentena para quem entrar no país vai ser estudada

Questionado sobre a possibilidade de o Governo impor um período de quarentena obrigatório a quem entrar no país, nomeadamente emigrantes - como anunciou hoje Espanha -, o secretário de Estado da Saúde esclareceu que a hipótese vai ser estudada. "Estamos em permanente contacto com o governo espanhol no sentido de podermos articular quaisquer medidas ou decisões que possam ser tomadas e igualmente faremos com os países de proveniência."

Sobre que medidas concretas estão planeadas para uma eventual segunda vaga de contágios, António Lacerda Sales não entrou em detalhe, dizendo apenas, e citando o primeiro-ministro, que "se for necessário dar um passo atrás, daremos um passo atrás", que significa retomar medidas que já tinham sido aplicadas.

Os cinco métodos "com eficácia comprovada" para evitar o contágio

Sabendo-se que a transmissão do vírus acontece por transferência de gotículas de pessoa para pessoa e por via da contaminação de superfícies e objetos, Graça Freitas voltou a referir as medidas de prevenção mais eficazes: distanciamento físico; uso de máscara em locais fechados onde manter as distâncias não seja possível; higiene respiratória (levar o braço à boca e nariz quando se tosse ou espirra); lavagem frequente das mãos; e higienização das superfícies e objetos. "Este conjunto de cinco medidas tem eficácia comprovada", garantiu Graça Freitas, sublinhando que "uma única pode não ser suficiente".

Taxa de letalidade global sobe para 4,2%

O secretário de Estado da Saúde deu conta de que só 2,5% dos infetados estão em internamento (dos quais 0,4 em Unidades de Cuidados Intensivos e 2,1 em enfermaria). E que a taxa de letalidade global da covid-19 em Portugal subiu um ponto percentual para 4,2%, e para 15,3% no caso de doentes com mais de 70 anos.

Outras Notícias