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Programa mostra que o PS não acredita nos portugueses, considera Iniciativa Liberal

Programa mostra que o PS não acredita nos portugueses, considera Iniciativa Liberal

A Iniciativa Liberal considerou, esta quinta-feira, que o programa do Governo mostra que "o PS não acredita nem nos portugueses", assegurando que os liberais creem "em pessoas livres" ao contrário dos socialistas que defendem o "Estado controlador".

No encerramento do debate sobre o Programa do XXII Governo Constitucional, o deputado único da Iniciativa Liberal, João Cotrim Figueiredo, elencou um conjunto de críticas a este documento, que "mostra uma visão para o país que é bem diferente" daquele que têm os liberais.

"Este é sobretudo um programa que mostra que o PS não acredita nem nos portugueses nem naquilo de que eles são capazes por isso não lhes dá liberdade de escolha nos serviços públicos, por isso não confia que eles saberão dar o melhor destino à sua vida e ao seu dinheiro", condenou.

Na perspetiva de Cotrim Figueiredo, é "essa a grande diferença entre estas duas visões", ou seja, "o PS acredita no estado controlador, a Iniciativa Liberal acredita em pessoas livres".

"É um programa que mantém as mesmas ideias que conduziram o pais a duas décadas de estagnação e não um programa que aponte um caminho de prosperidade", critica.

O deputado único da Iniciativa Liberal condenou ainda que o documento se concentre "na redistribuição da riqueza sem cuidar de a criar", sendo proposto por aqueles "que preferem comer bolo hoje em vez de apostar em deixar um bolo maior para os que vierem a seguir a nós".

João Cotrim Figueiredo fez questão de citar Carlos Guimarães Pinto, presidente demissionário da Iniciativa Liberal que na quinta-feira à noite anunciou a saída do cargo, quando este defende que "quem gosta mesmo de pobres são os socialistas porque é nos regimes socialistas que os pobres se multiplicam".

"É um programa que prevê um aumento de poderes para a Autoridade Tributária, mas não se preocupa com a proteção dos direitos dos contribuintes", disse ainda, apontando ainda o dedo ao aumento da despesa pública e dos impostos.

Para os liberais, o programa "ignora os bons resultados e afasta a boa gestão privada na saúde", para além de esquecer "o afastamento dos cidadãos da vida política tal como mostra a abstenção, abandonando a tão necessária reforma do sistema eleitoral".

O deputado único da Iniciativa Liberal não deixou de fazer críticas à dimensão do Governo, "o maior de sempre", o que já motivou um novo cartaz do partido.

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