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Propostas do PSD são absurdas, diz Helena André

Propostas do PSD são absurdas, diz Helena André

A ministra do Trabalho e da Solidariedade Social, Helena André, considerou, esta terça-feira, as propostas do PSD absurdas e inadequadas, e diz que estas vão prejudicar as negociações entre o Governo e a 'troika'.

"As propostas hoje divulgadas são absurdas e completamente inadequadas porque juntam duas coisas muito diferentes", disse Helena André aos jornalistas, referindo-se à possibilidade de penalização das reformas das pessoas que tenham usufruído do subsídio de desemprego.

A ministra acusou o PSD de apresentar este tipo de propostas numa altura em que o Governo está a negociar com a 'troika' do Banco Central Europeu, Fundo Monetário Internacional e Comissão Europeia os compromissos necessários para receber em troca um empréstimo das autoridades internacionais, prejudicando este processo.

Helena André considerou que o PSD encomendou o seu programa eleitoral a "um grupo de reflexão" e "transformou Portugal num centro de testes".

A possibilidade de penalização das pensões dos reformados que tenham passado pelo desemprego e recebido o respectivo subsídio é, para a ministra do Trabalho, "mais um teste".

Segundo a governante, esta possibilidade "é absurda e completamente inadequada" porque os pagamentos do subsídio de desemprego e das pensões são assegurados por descontos que os trabalhadores fazem e que são canalizados em separado para cada um dos efeitos e porque dá ideia que a Segurança Social não tem sustentabilidade. A ministra garantiu que a sustentabilidade da Segurança Social não corre riscos, tendo em conta a última reforma que foi feita.

"Esta proposta também dá ideia que as pessoas caem no desemprego porque querem", disse aos jornalistas.

Helena André considerou que "não é inocente" o PSD ter apresentado estas propostas quando decorrem as negociações entre o Governo e a 'troika'.

"Estas negociações são muito duras e o PSD quer torná-las ainda mais duras. Não é assim que se defende o interesse nacional", afirmou a ministra acrescentando que o Governo fará tudo para que a negociação corra de modo a assegurar a estabilização financeira do país mas sem agravar as condições sociais dos portugueses.

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