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Proteção Civil alerta para "cheias relâmpago" em zonas urbanas 

Proteção Civil alerta para "cheias relâmpago" em zonas urbanas 

A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil (ANEPC) alerta para a possibilidade de ocorrência de "cheias relâmpago" em zonas urbanas devido à subida do nível dos rios.

"Prevê-se que possa haver a ocorrência de cheias relâmpago, muito rápidas, em zonas urbanas que façam inundações rápido e em que as pessoas não tenham hipótese de se movimentar e fugir delas", disse, este sábado, aos jornalistas, o adjunto de operações nacional Sérgio Trindade, na sede da ANEPC, em Carnaxide.

O responsável acrescentou ainda que situações de cheias poderão também ocorrer em zonas historicamente afetadas pelo fenómeno, como Águeda (distrito de Aveiro), o rio Vez (Viana do Castelo), e nas bacias hidrográficas dos rios Minho, Lima (Viana do Castelo) ou Sorraia (Santarém).

"As bacias hidrográficas de todo o país já se encontram a níveis bastante elevados, portanto a precipitação forte e persistente vai tornar as bacias hidrográficas com a sua capacidade no limite", o que, com as descargas, poderá provocar inundações, alertou o responsável, indicando que há hoje "três tipos de alerta". São eles "agitação marítima forte na costa ocidental", o "vento forte" e ainda "a precipitação forte e persistente, que começa na zona litoral mais a norte e centro, mas que depois se estenderá a todo o país, ao longo do dia". O adjunto de operações adiantou ainda a possibilidade de queda de neve em locais com altitude superior a 1000 metros, no final do dia de domingo.

Mais de 120 ocorrências relacionadas com as condições meteorológicas, sobretudo quedas de árvores e estruturas de edifícios, foram registadas entre as 8 e as 11 horas de hoje, no país, segundo a Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil.

O Instituto Português do Mar e Atmosfera pôs sob aviso laranja 13 dos 18 distritos de Portugal Continental, incluindo toda a costa do país, e a amarelo cinco distritos do interior (Évora, Portalegre, Castelo Branco, Guarda e Bragança) devido ao mau tempo. Os avisos laranja devem-se sobretudo à precipitação, embora nos distritos mais a norte, Porto, Braga e Viana do Castelo, se devam também ao vento e à agitação marítima.

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