Política

PS acusa CDS de "cegueira" e "desespero" por tentar adiar audição de Centeno

PS acusa CDS de "cegueira" e "desespero" por tentar adiar audição de Centeno

João Paulo Correia, "vice" da bancada do PS, acusou esta sexta-feira o CDS de "cegueira" e "desespero" no processo de nomeação do novo governador do Banco de Portugal (BdP) por requerer que a audição de Mário Centeno só aconteça após o fim do processo legislativo para mudar as regras. A comissão parlamentar vai ponderar o requerimento e o seu presidente vai fixar a data da audição.

A iniciativa do CDS-PP surgiu após António Costa ter feito chegar quinta-feira uma carta ao presidente do Parlamento com a proposta para que Mário Centeno, ex-ministro das Finanças, seja o novo governador do BdP, requerendo a audição do indigitado na Comissão de Orçamento e Finanças, obrigatória neste processo.

Questionado pelo JN, o socialista Filipe Neto Brandão referiu que o requerimento do CDS será agora "ponderado pela comissão parlamentar" e que lhe cabe, enquanto presidente desta estrutura, definir uma data para a audição e comunicá-la aos deputados. Não adiantou, porém, qualquer data para o efeito.

"Fim do jogo"

O CDS-PP argumentou com o facto de ter sido aprovado na generalidade o projeto do PAN com novas regras para defender que é preciso, primeiro, perceber "a vontade política do Parlamento". Apesar das quatro semanas que o Banco Central Europeu ainda pediu para emitir parecer, a deputada centrista Cecília Meireles considerou viável concluir o processo nesta sessão legislativa.

Instado pelo JN a reagir ao requerimento, João Paulo Correia, vice-presidente da bancada do PS, afirmou que "é uma prova de cegueira do CDS" e de "desespero" contra a nomeação de Mário Centeno. "A escolha deve ser feita com as regras atuais. O CDS insiste, de forma cega, em alterar regras antes da nomeação, mesmo sabendo que uma maioria alargada de deputados não concorda com mudanças no fim do jogo", criticou o deputado socialista.

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