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PS acusa PSD e CDS de quererem usar parlamento para "porradismo político"

PS acusa PSD e CDS de quererem usar parlamento para "porradismo político"

O PS acusou, esta sexta-feira, o PSD e o CDS-PP de "falta de agenda política" ao proporem uma nova comissão de inquérito e de usarem este instrumento parlamentar para "sessões de porradismo político".

"O anúncio da nova comissão de inquérito revela falta de agenda política por parte de PSD e CDS que insistem em usar o inquérito parlamentar para sessões de porradismo político, o que do nosso ponto de vista azeda o ambiente político e parlamentar e vai aborrecendo a opinião pública e os portugueses", afirmou o deputado João Paulo Correia, coordenador do PS na atual comissão de inquérito à Caixa Geral de Depósitos (CGD), em declarações aos jornalistas no parlamento.

Para o socialista, o anúncio de uma nova comissão, que terá por objeto a atuação do atual Governo na nomeação e demissão da anterior administração da CGD, dá razão ao PS, que tem defendido que este assunto "não faz parte do objeto da atual comissão de inquérito".

João Paulo Correia acusou ainda PSD e CDS-PP de quererem desviar a atenção da atual comissão de inquérito, que averigua as razões da necessidade de recapitalização do banco público, dizendo que tem sido provado que essas necessidades "eram do conhecimento do anterior Governo".

"Pretendem também desviar as atenções dos bons resultados da nossa economia, que têm como grande responsável o ministro das Finanças", disse, considerando que os dois partidos têm feito "um ataque doentio" ao Governo e ao ministro das Finanças, Mário Centeno.

Questionado sobre as declarações do presidente da Assembleia da República, Ferro Rodrigues, que considerou que o objeto da nova comissão cumpre "em absoluto os termos regimentais e constitucionais", o PS afirmou respeitar esta decisão e garantiu que irá "com certeza" integrar a comissão.

"Depois iremos ver com o desenvolvimento dos trabalhos se as diligências que irão ser propostas estão de acordo com as formalidades legais e constitucionais", afirmou.

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Sobre a decisão do Tribunal de Relação, hoje conhecida, de indeferir as nulidades suscitadas pela CGD, Banco de Portugal e Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), mantendo a decisão que obriga ao envio dos documentos solicitados pela comissão de inquérito, João Paulo Correia salientou que existe ainda uma quarta entidade, o Ministério das Finanças, cujo pedido aguarda recurso.

Na terça-feira, PSD e CDS pediram a suspensão dos trabalhos da atual comissão de inquérito até que fossem recebidos estes documentos ou decisão judicial final, decisão que será votada na próxima quarta-feira.

"A exposição pública da vida comercial da CGD irá provocar danos no valor comercial e económico no banco e no nosso sistema bancário e financeiro", alertou o deputado do PS.

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