OE2021

PS acusa Rui Rio de abandonar defesa do "valor do interesse nacional"

PS acusa Rui Rio de abandonar defesa do "valor do interesse nacional"

O secretário-geral adjunto socialista disse esta quarta-feira que não surpreende o voto contra do PSD à proposta de Orçamento do Estado para 2021, considerando no entanto que Rui ​​​​​​​Rio "deixou cair" o valor do "interesse nacional".

"Não sendo uma surpresa, não deixa de ser contraditório que Rui Rio, perante uma das maiores crises que se abateu sobre o mundo, sobre a Europa e sobre o nosso país, tenha, num momento tão crítico da vida nacional, deixado cair um valor que sempre afirmou querer defender: o valor do interesse nacional", disse José Luís Carneiro, em declarações aos jornalistas na sede nacional do PS, no Largo do Rato, em Lisboa.

O presidente do PSD anunciou esta quarta-feira o voto contra do partido na proposta de Orçamento do Estado para 2021 (OE2021), dizendo que esse é "o único voto coerente" e porque outra votação nem sequer "evitaria uma crise política".

Rui Rio fez este anúncio no encerramento das jornadas parlamentares do PSD, que decorreram esta quarta-feira na Assembleia da República.

O secretário-geral adjunto do PS acrescentou que "não deixa de ser curioso que aqueles que na primeira fase da pandemia mais propostas apresentaram para reforçar o investimento público em determinados setores venham agora dizer que votam contra" a proposta de OE2021.

O secretário-geral adjunto do PS acrescentou que "não deixa de ser curioso que aqueles que na primeira fase da pandemia mais propostas apresentaram para reforçar o investimento público em determinados setores venham agora dizer que votam contra" a proposta de OE2021.

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José Luís Carneiro sublinhou que "estar contra o Orçamento do Estado e esta proposta" significa "estar contra o reforço" do Serviço Nacional de Saúde (SNS), do sistema educativo nacional, do investimento nos transportes públicos, no investimento nas políticas de habitação e também é "estar contra as políticas que visam combater e erradicar a pobreza".

O dirigente socialista disse ainda não estar surpreendido com o voto contra do PSD ao diploma, considerando que "quem está a favor do congelamento do salário mínimo nacional e do corte na despesa pública, seja contra" um orçamento "que recusa a austeridade".

Questionado sobre se equaciona fazer daqui a algum tempo uma declaração semelhante, mas, desta vez, a reagir a um eventual voto contra do BE e o PCP, o secretário-geral adjunto socialista respondeu que "está feita a prova" de que este orçamento é "de esquerda e tem uma resposta à crise do país com políticas de esquerda".

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