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PS acusado de tentar perpetuar compadrios com regionalização

PS acusado de tentar perpetuar compadrios com regionalização

A Iniciativa Liberal (IL) acusa o Bloco Central, "liderado pelos socialistas", de insistir na regionalização para fazer perpetuar os "compadrios locais". E os comunistas de procurarem na reforma administrativa uma forma de "controlarem" o Alentejo.

"Estaremos sempre contra mais burocracia e despesa pública", avisa João Cotrim Figueiredo, líder do IL, que arranca, esta sexta-feira, no Porto, com uma série de debates que visam apurar quais as competências que se devem descentralizar, em oposição à criação de regiões.

"Boa parte do Bloco Central, liderado pelos socialistas, quer uma regionalização por interesse próprio: para criar estruturas eleitas, para ter mais cargos para distribuir, perpetuando o domínio e o compadrio local, com todo o risco de fenómenos que já conhecemos", acusa o deputado João Cotrim Figueiredo.

As críticas da IL, que faz da descentralização uma bandeira política, abrangem de igual forma o PCP. "Também os comunistas estão a desenhar uma regionalização por interesse próprio: para tentar pela via legislativa controlar uma região, provavelmente o Alentejo, tendo em conta a queda progressiva da sua influência local", atira João Cotrim Figueiredo.

Para a Iniciativa Liberal, o país deve é concentrar esforços em corrigir as suas assimetrias, aproximando o poder das comunidades locais. "Não defendemos regiões administrativas que venham duplicar encargos, aumentar burocracia e aumentar o peso do Estado. Somos contra qualquer tipo de processo que envolva duplicação de estruturas, recursos e burocracia", avisa o dirigente, acrescentando: "Querem um ministério nacional com pequenos ministérios regionais, mais direções-regionais e outras administrações regionais? Somos contra!".

Pelo contrário. A Iniciativa Liberal considera que se deve começar a debater "quais as competências que se quer descentralizar", em que grau, como deve ser o seu financiamento, como "se pode limitar o aumento de estruturas burocráticas", quais os calendários do processo e que "se deve fazer com as comissões de coordenação e desenvolvimento regional."A descentralização deve vir com responsabilidade", defende João Cotrim Figueiredo, deixando claro que "todo o processo tem que ser neutro fiscalmente", ou seja, "não pode levar a aumento de impostos".