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PS assegura que ritmo da vacinação se vai manter

PS assegura que ritmo da vacinação se vai manter

Socialistas garantem que está a ser feito um trabalho com "rigor e atenção", que não vai ser comprometido pela demissão do antigo coordenador da "task-force" da vacinação contra a covid.

O PS deixou "uma palavra de reconhecimento pelo trabalho" desenvolvido por Francisco Ramos, ex-coordenador da "task-force" para a vacinação contra a covid-19. Segundo Sónia Fertuzinhos, os socialistas ainda não conhecem as razões da demissão do antigo coordenador, mas garante que "não tem a ver com o plano de vacinação". A deputada afirmou que "os alegados casos de abuso" estão a ser investigados e, caso se prove o abuso, "devem ser devidamente penalizados e devem sofrer as consequências". O PS garante que "os portugueses podem ter confiança no trabalho que está a ser feito", e que "o plano de vacinação está a decorrer ao ritmo a que estão a chegar as vacinas". Quanto às críticas de Rui Rio, que alegou atrasos na vacinação, Sónia Fertuzinhos assume que não sabe "em que realidade se baseia" o líder do PSD.

Jorge Pires, do PCP, salientou que é "fundamental definir critérios rigorosos" na vacinação contra a covid-19, e defendeu que é necessário "penalizar abusos". Os comunistas reiteraram que a "guerra da distribuição" de vacinas das grandes farmacêuticas "favorece os países que mais pagam". Jorge Pires sugeriu que "Portugal tem de optar de forma soberana" por ir "buscar vacinas", uma vez que os atrasos das farmacêuticas podem comprometer os prazos definidos para a vacinação. Segundo o PCP, "as vacinas deviam ser consideradas um bem público", relembrando que as farmacêuticas já receberam onze mil milhões de euros com as compras das vacinas contra a covid-19.

João Cotrim de Figueiredo, deputado do Iniciativa Liberal (IL), afirmou que "não se tolera aquilo a que se tem assistido em Portugal nos últimos dias", quanto a "pessoas que abusam das orientações" dadas para a vacinação contra a covid-19. Segundo o IL, o próximo coordenador deve ser "igualmente competente na saúde, mas também na logística". A razão da nomeação "não pode ser uma recompensa por serviços prestados ao PS", disse João Cotrim Figueiredo em declarações na Assembleia da República. A demissão de Francisco Ramos é, segundo o IL, uma "possibilidade" de restaurar a confiança no processo de vacinação.

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O PAN relembra a necessidade de "priorizar grupos de risco" na vacinação. Assim, o partido entendeu que "os deputados devem ficar para outra fase", segundo a deputada Bebiana Cunha. O PAN salienta que "o Governo tem de vir explicar" as situações de "vacinas atribuídas sem cumprir as diretrizes" da DGS.

André Ventura, deputado do Chega, disse que Francisco Ramos "poupou-se à vergonha" ao demitir-se. O líder do partido apelou a que fosse nomeado alguém não "pelo cartão de militante, mas sim pela competência, serenidade e moderação". O Chega salienta que é evidente que houve pressão do Governo para que Francisco Ramos abandonasse as funções".

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