Sondagem

PS cava fosso de 18 pontos para o PSD

PS cava fosso de 18 pontos para o PSD

Socialistas continuam a subir nas sondagens, que já apontam para resultado de 40% nas legislativas. Direita em queda face a abril. PAN também está a crescer.

O PS teria uma vitória folgada (40,4%) se houvesse agora eleições legislativas, com uma vantagem de 18 pontos sobre o PSD (22,5%), segundo uma sondagem da Pitagórica para o JN e a TSF, cujo trabalho de campo decorreu ainda antes das europeias.

Quando faltam quatro meses para as próximas eleições, a dinâmica de vitória socialista é evidente, qualquer que seja o ângulo de comparação: sobe três pontos relativamente à sondagem de abril; acrescenta sete ao resultado do último domingo; cresce oito relativamente às legislativas de 2015.

Uma subida que se faz à custa do principal adversário, se o ponto de comparação for o barómetro do mês passado: os três pontos percentuais que o PS soma são os mesmos três pontos que a projeção subtrai ao PSD. Mas um crescimento também à custa dos seus parceiros de Esquerda, se a comparação se fizer com as legislativas de há quatro anos: dos oito pontos percentuais que o PS ganha, quatro correspondem a perdas do BE e da CDU.

Os 40,4% que a sondagem prevê para os socialistas não serão suficientes, no entanto, para conquistar uma maioria absoluta no Parlamento (a única vez que o PS lá chegou foi em 2005, com os 45% de Sócrates). Mas, se António Costa precisar de montar uma nova "geringonça", não será por falta de números: os três partidos somam agora 55,1%, mais 25 pontos que a soma dos três principais partidos da Direita (PSD, CDS e Aliança).

Recorde negativo para o PSD

Se estes resultados se confirmassem em outubro, seria o pior resultado de sempre dos sociais-democratas em legislativas (inferior aos 24,3% de 1976). Quando se compara a intenção direta de voto para as diferentes subamostras, o PSD só não perde para o PS no eleitorado mais jovem (tem quatro pontos de vantagem). Em contrapartida, a comparação é desastrosa entre os eleitores com mais de 55 anos, os mais pobres e os que residem na região Centro (sempre mais de 20 pontos percentuais de vantagem para os socialistas).

A exemplo do que sucedeu nas europeias de domingo passado e nas legislativas de 2015, o Bloco de Esquerda repete o terceiro lugar (8,2%). Estagnou relativamente à sondagem de abril, tal como a CDU (6,5%), que está em quarto lugar, mas ambos perdem tração eleitoral, quer na comparação com a votação de domingo passado, quer com a de há quatro anos.

Os bloquistas têm mais força entre os mais jovens, mas perdem força entre os eleitores com mais de 45 anos. O partido está bem implantado entre a classe média e é mais forte no Centro (12,3% da intenção direta de voto). Os comunistas têm melhores resultados entre os eleitores dos 55 aos 64 anos (7,8%), nos mais pobres (10%) e os que residem no sul do país (10,5%).

PAN forte entre os mais novos

Mas o PS não é o único partido com tendência para crescer. Mais uma vez a exemplo das europeias, o PAN está em alta e já chega aos 3,6% na projeção de resultados da Pitagórica, o que permite adivinhar, a manter-se esta marca, que conseguirá companhia no Parlamento para o líder André Silva.
Os ambientalistas (como se definem) primam pela juventude do seu eleitorado. Se considerarmos o conjunto das duas faixas mais novas (entre 18 e 34 anos), ficaria à frente da CDU e empataria com o CDS nas intenções de voto.