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PS confirma "desvio" mas diz ainda desconhecer as causas

PS confirma "desvio" mas diz ainda desconhecer as causas

O PS confirmou, esta sexta-feira, a existência de um "desvio" no processo de consolidação orçamental, mas considerou que é ainda desconhecida a sua natureza, se por causa das conta da Madeira ou devido a empréstimos a empresas públicas.

A posição dos socialistas foi transmitida aos jornalistas pelo deputado João Galamba, após o Instituto Nacional de Estatística (INE) ter apontado que o défice orçamental no primeiro semestre do ano atingiu os 8,3% do Produto Interno Bruto (PIB), superior aos 7,7% do primeiro trimestre do ano.

Perante estes dados, João Galamba disse que, perante os novos dados, "confirma-se a existência de um desvio" no processo de consolidação orçamental.

"No entanto, ainda não temos toda a informação para apurar a natureza deste desvio, porque desconhecemos quanto da Madeira se encontra nesse valor e também não sabemos se houve ou não (e em que montante) empréstimos a empresas públicas em consequência das dificuldades de financiamento da economia portuguesa após a reprovação do PEC IV", argumentou o deputado socialista.

De acordo com João Galamba, nos dados do INE, também há elementos que se traduzem numa "melhoria face ao ano anterior, designadamente nas remunerações certas e permanentes, que caíram sete por cento, e no consumo público, que desceu dez por cento".

"Mas há aqui um problema ao nível da identificação das causas do desvio para se perceber exactamente o que está em causa. Depois, também é difícil linearizar o défice, olhando apenas para o primeiro semestre do ano e extrapolá-lo em seguida para todo o ano", advogou ainda o deputado do PS.

Segundo a tese preconizada pelo PS, na sequência dos dados do INE, será preciso apurar "qual a contribuição da Madeira para o défice".

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"Sabemos hoje que a dívida da Madeira foi revista em alta entre 2008 e 2010, mas não sabemos ainda qual o impacto em 2011. O valor que foi apresentado há cerca de duas semanas rondava os 580 milhões de euros, mas não temos informação se esse valor aumentou ou não", apontou João Galamba.

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