Orçamento Rectificativo

PS decidiu abster-se na votação do Orçamento Rectificativo

PS decidiu abster-se na votação do Orçamento Rectificativo

O Partido Socialista vai abster-se, na sexta-feira, na votação da proposta de Orçamento Rectificativo para 2011. Esta decisão é tomada mesmo depois dos socialistas terem manifestado "sérias dúvidas" sobre o desvio alegado pelo Governo na ordem dos 3,4 mil milhões de euros.

A questão do sentido de voto face ao Orçamento Rectificativo foi debatida, esta quinta-feira, ao final da manhã, na reunião da bancada socialista, em que voltaram a registar-se pontos de vista divergentes entre os deputados.

No final da reunião, prevaleceu a posição da direcção da bancada do PS favorável à abstenção, com o argumento de que os socialistas "actuam no círculo da responsabilidade e da credibilidade".

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Os socialistas justificaram, ainda, a decisão com o facto de querem que o país termine o ano com um défice de 5,9 %, tal como prevê o memorando da "troika", e limitam a proposta de Orçamento Rectificativo à sua verdadeira "dimensão técnica".

No entanto, José Lello, ex-secretário nacional do PS para as Relações Internacionais, saiu explicitamente em defesa da rejeição do Orçamento Rectificativo, proposta que também foi duramente criticada pelo ex-ministro da Presidência, Pedro Silva Pereira, e pelo vice-presidente da bancada socialista, Basílio Horta.

Basílio Horta advertiu os deputados socialistas que o Governo está a aproveitar o Orçamento Rectificativo como ponto de ataque ao PS, invocando um "falso argumento" sobre a existência de um desvio colossal na execução orçamental deste ano.

Segundo o vice-presidente da bancada socialista, a linha do Governo "é pouco ou nada atreita" à existência de consensos políticos e, neste contexto, defendeu que se a maioria PSD/CDS-PP quer mesmo um consenso político amplo sobre as principais linhas orçamentais do país "tem de mudar de atitude".

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