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PS diz que há "condições muito claras" para OE ser viabilizado à Esquerda

PS diz que há "condições muito claras" para OE ser viabilizado à Esquerda

O secretário-geral adjunto do PS afirmou que existem "condições muito claras" para que o Orçamento do Estado (OE) possa ser viabilizado por BE e PCP. José Luís Carneiro também ​​​​​​pediu "estabilidade política" para que o Governo execute o Plano de Recuperação e Resiliência (PRR).

"Eu diria que há condições muito claras para que possa haver uma convergência plena das forças que têm suportado as opções políticas para o país", afirmou o dirigente socialista esta quarta-feira, à saída de uma audiência com o presidente da República, em Belém.

Em concreto, Carneiro sublinhou a "clara vontade" mútua de PS, BE, PCP e PEV em "reforçar o investimento público", tanto na "qualificação" da Administração Pública como nas "funções sociais do Estado".

O secretário-geral adjunto socialista não esqueceu a "agenda para o trabalho com dignidade". A mudança da lei laboral, há muito reivindicada pela Esquerda, tinha merecido, horas antes, reservas por parte do líder do PSD, Rui Rio, que afirmou que a retoma económica só é possível se a lei laboral for minimamente flexível.

Questionado sobre se será possível alargar a base de aprovação do OE - que, há um ano, teve os votos contra do BE -, Carneiro manifestou a "vontade e disponibilidade absolutas" do PS para que as forças que foram "o grande suporte das transformações políticas desde 2015 possam convergir". "E há razões claras para que posam convergir na aprovação do OE", reiterou.

Resposta ao PSD: "30% do PRR vai para as empresas"

José Luís Carneiro também pediu "estabilidade política" aos partidos, dizendo que esta é um "fator decisivo" para a boa gestão do PRR.

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Questionado sobre se deveria haver maior convergência entre PS e PSD no que toca à gestão do PRR, Carneiro referiu que "toda a cooperação é bem-vinda". No entanto, face às críticas do líder do PSD, Rui Rio - que tinha dito que o plano dá pouco apoio aos privados -, o socialista lembrou que "30% dos recursos vão diretamente para as empresas".

"Agora é preciso que todos os partidos políticos - no Parlamento, nas autarquias e nos poderes regionais - concorram para que o país consiga cumprir com os objetivos nacionais com que se comprometeu perante as instituições europeias", acrescentou José Luís Carneiro.

No início deste mês, o ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, revelou que os apoios diretos às empresas através do PRR deverão atingir os 3,4% do PIB. Esse valor corresponde a, pelo menos, 4900 milhões de euros, havendo ainda a possibilidade de serem alocados mais 2300 milhões através de empréstimos.

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