Crítica

PS diz que programa do PSD é "cheque em branco" sem cenário macroeconómico credível

PS diz que programa do PSD é "cheque em branco" sem cenário macroeconómico credível

O PS acusou esta sexta-feira o PSD de ter divulgado um programa eleitoral que representa "um cheque em branco" por não concretizar uma série de propostas e que contém um cenário macroeconómico sem credibilidade.

Estas posições foram transmitidas pela líder parlamentar socialista, Ana Catarina Mendes, numa conferência de imprensa destinada a reagir à apresentação do programa eleitoral por parte do PSD.

"A primeira conclusão que se pode tirar é de que [o presidente do PSD] Rui Rio pediu esta sexta-feira aos portugueses um cheque em branco baseado na suposta confiança que devem ter no suposto rigor do doutor Rui Rio", declarou Ana Catarina Mendes, cabeça de lista socialista pelo círculo eleitoral de Setúbal.

Entre outros pontos, a líder parlamentar do PS criticou Rui Rio por "esquecer" que se vive numa grave crise provocada pela pandemia da covid-19 "em que é preciso dar respostas aos problemas das pessoas".

"Basear as suas propostas no pressuposto de que apenas as concretizará se não houver pandemia, se não houver inflação e se não houver incerteza política é pedir aos portugueses que passem mesmo um cheque em branco", justificou.

Ana Catarina Mendes falou depois em "fragilidades" no programa eleitoral do PSD, referindo-se a algumas das linhas económico-financeiras já divulgadas pelos sociais-democratas.

"A primeira fragilidade do rigor do doutor Rui Rio é quando diz que quer combater a estagnação, mas chega seis anos atrasado a esse combate, porque desde 2016 que Portugal cresce acima da média europeia, exceção no ano passado. A segunda fragilidade é quando anuncia uma descida do IRC para todas as empresas. O PS quer uma descida do IRC para todas as empresas que façam mais investimento e que invistam no emprego", disse, traçando aqui uma linha de demarcação.

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Ainda segundo a líder parlamentar do PS, o presidente do PSD "promete aos portugueses uma redução da receita do Estado, mas não explica como a compensa em despesa".

"Rui Rio quer esconder aos portugueses se vai cortar nas prestações sociais, se vai cortar na saúde ou na escola pública", declarou, considerando depois que o cenário macroeconómico dos sociais-democratas "não é credível".

Ana Catarina Mendes referiu ainda que Rui Rio diz que vai valorizar os salários, "mas não refere como".

"É o mesmo doutor Rui Rio que diz que o aumento do salário mínimo nacional não deveria ter sido o que foi", assinalou.

Na conferência de imprensa, a presidente do Grupo Parlamentar do PS advogou ainda que Rui Rio se contradiz quando defende uma descida do IVA da restauração.

"É o mesmo doutor Rui Rio que há dois anos disse que queria aumentar o IVA da restauração", acrescentou.

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