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PS e BE pressionam PSD por causa do Orçamento

PS e BE pressionam PSD por causa do Orçamento

O dirigente socialista Manuel Pizarro garantiu, este domingo, que será "muito difícil explicar aos portugueses" que PSD e CDS-PP venham a votar contra as normas inscritas no Orçamento do Estado para 2016 de auxílio à Grécia e à Turquia.

"O voto contra seria a maior irresponsabilidade de que me recordo na vida política partidária", afirmou o líder da distrital socialista do Porto, Manuel Pizarro, à margem do 26.º congresso do CDS-PP, em Gondomar.

Enquanto o CDS, pela voz do seu líder parlamentar, Nuno Magalhães, deixou em aberto a possibilidade de abstenção, Passos Coelho frisou que "o PSD esclareceu já muito bem como irá votar todos os termos do Orçamento de Estado do PS. Não há nada mais a dizer". Ou seja, contra. Mais tarde, no entanto, terá dito que equaciona a abstenção.

Ao JN, Manuel Pizarro afirmou que "mesmo a abstenção será uma coisa de outro mundo". E explicou porquê. "Esta votação tem em vista cumprir um compromisso internacional assumido pelo Governo português, que na altura era dirigido pelo PSD e pelo CDS. Vai ser muito difícil explicar aos portugueses por que razão se absteve em relação a uma medida que resulta de uma proposta que fez".

Em Portalegre, Catarina Martins recordou esse dia em que o ex-primeiro-ministro se reclamou autor da ideia. "Todo o país se lembra de ver Passos Coelho a congratular-se, em Bruxelas, com o memorando imposto ao governo grego. Na altura, até dizia: "por acaso, até foi ideia minha". E agora está contra. Isso é jogo político", criticou a coordenadora do Bloco de Esquerda, na vila alentejana, onde esteve a "prestar contas da atividade parlamentar e em particular sobre o Orçamento Geral do Estado"

A bloquista explicou também a posição do seu partido. "Não temos duas palavras, nem dois votos. Não vamos impor a nenhum povo a austeridade que começámos a acabar em Portugal. Esse é o único voto do Bloco de Esquerda, um voto contra a austeridade na União Europeia."

No primeiro dia do congresso, ao despedir-se da liderança do CDS, Paulo Portas também abordou o assunto. Referindo-se à maioria de Esquerda, disse que "parece haver partidos da geringonça que estão em pânico" para votar o apoio orçamental ao resgate da Grécia. "Não nos andaram a azucrinar com o Syriza? Não foi o Syriza que pediu o terceiro resgate? E agora os syrizinhas de cá têm vergonha dos syrisas de lá?", questionou Portas. Ou seja, "na hora de acudir ao amigo Tsípras não respondem à chamada".

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O secretário-geral do PCP respondeu este domingo, em Setúbal. "Eles [PSD e CDS-PP] têm tanto medo deste PCP, porque sabem que foi quem teve um papel fundamental na construção da nova solução política que hoje existe em Portugal", afirmou Jerónimo de Sousa. E insistiu: "Têm medo, porque sabem que tivemos um papel fundamental num OE que não vai infernizar a vida dos portugueses".

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