10 de Junho

PS e PSD dizem que discurso de Marcelo foi "mobilizador"

PS e PSD dizem que discurso de Marcelo foi "mobilizador"

Marcelo Rebelo de Sousa defendeu que Portugal é muito mais do que fragilidades ou erros, mas advertiu que não podem ser omitidos novos ou velhos fracassos coletivos, nem minimizadas corrupções, falências da justiça ou indignações.

O presidente do PS, Carlos César defendeu que é "numa melhoria da situação social e económica" do país e "das expectativas das famílias e das pessoas que todos" se devem empenhar em Portugal.

"O discurso do presidente da República é especialmente mobilizador no que toca àquilo que há de bom no nosso país e também é especialmente mobilizador para aqueles que acham que o nosso país precisa de melhorar", afirmou.

Segundo o presidente do grupo parlamentar do PS, é "muito importante, neste Dia de Portugal", existir a "consciência do valor" que o país tem e do que o "prestigia no exterior" e "tem corrido bem".

"Daquilo que tem gerado confiança no nosso próprio país, com os cidadãos, com os investidores", mas, ao mesmo tempo, também é necessário ter consciência daquilo "que tem corrido menos bem", afirmou.

"Desde logo cumprindo aquilo com que nos comprometemos quando, a diversos títulos, os políticos se candidatam para o exercício do poder. É muito importante que a melhoria da confiança dos portugueses nos seus eleitos ocorra", sustentou. E, para que tal aconteça, "é também muito importante" que os políticos "melhorem a satisfação dos seus compromissos", acrescentou.

Também o líder parlamentar do PSD, Fernando Negrão, subscreveu o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa nas comemorações do 10 de Junho, em Portalegre, defendendo que os políticos devem ser mais "ousados" na defesa dos interesses dos portugueses.

"Eu vejo estas palavras do senhor presidente da República como um discurso de mobilização dos portugueses, chamar os portugueses à vida de cidadão e à vida política, chamar os portugueses à construção de Portugal", disse.

"E, obviamente que, nas palavras do senhor presidente, também há uma nota dizendo que aqueles que são responsáveis, designadamente os políticos, têm responsabilidades que não devem exercer com tanta limitação, devem ir mais longe, ser mais ousados, sendo mais ousados na defesa dos interesses de Portugal e dos portugueses", acrescentou.

Questionado sobre o papel dos políticos em relação ao Interior do país, tema que marcou também o discurso de Marcelo Rebelo de Sousa, Fernando Negrão considerou tratar-se de um "problema central" da vida política portuguesa.

"Esse é um problema central da política portuguesa nos últimos anos. Aquilo que tem acontecido no Interior do país é o reflexo de que o Interior do país tem sido abandonado. Nós temos feito esforços no sentido de criar políticas para o Interior do país, de pedir mais atenção para o Interior do país", recordou.

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