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PS espera por estudos sobre mortalidade e PSD pressiona novo ministro

PS espera por estudos sobre mortalidade e PSD pressiona novo ministro

O grupo parlamentar do PS defendeu, esta quarta-feira, ser necessário "esperar pelos estudos" sobre o excesso de mortes desde 2020, criticando a proposta do Chega de comissão de inquérito para clarificar os óbitos não atribuídos à pandemia. O PSD disse não contribuir para "o foguetório" do Chega, mas exigiu ao novo ministro da Saúde que sejam conhecidas as causas da mortalidade. A IL quer ver apurados os motivos e se houve "negligência" do Governo e o BE criticou a "anedota parlamentar" do Chega.

"Precisamos de tempo e não de basear a interpretação em crenças" e "temos é de continuar o estudo" sobre o aumento das mortes, afirmou o socialista Paulo Marques, reagindo ao teor do projeto de resolução do Chega para que se crie "uma comissão eventual de inquérito parlamentar para clarificar as causas da mortalidade relativa a 2020 e 2021".

"Sem os estudos realizados, uma comissão de inquérito de nada serve. Nem ajuda os cientistas a fazerem o seu trabalho", argumentou o deputado Paulo Marques, recusando a acusação do Chega de que o Parlamento ficou em silêncio. A propósito, recordou que foram ouvidas várias entidades na comissão de saúde, entre as quais a ministra, a Ordem dos Médicos, a Direção Geral da Saúde (DGS) e o INE, e que foi consensual a necessidade de se prosseguirem os estudos.

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"Temos que saber o que exterminou e anda a exterminar os portugueses", declarou o deputado Pedro Frazão, do Chega, quando apresentou a proposta. E citou a DGS para dizer que apenas dois dos seis picos de mortalidade são explicados com a pandemia.

Sobre 2022, destacou que "em 100 anos não se verificava 10 mil mortes por mês, como nos primeiros sete meses do ano". O deputado Pedro Frazão atirou que "o Governo não se importa com as vítimas do Serviço Nacional de Saúde (SNS)". Por sua vez, o PCP acusou o Chega de querer "exterminar o SNS".

Pelo Bloco de Esquerda, Pedro Filipe Soares acusou os deputados do Chega de serem "negacionistas da ciência" e uma "anedota parlamentar".

Já o PSD, pela voz de André Coelho Lima, acusou o partido de André Ventura de procurar "desacreditar as instituições para minar o sistema e aumentar o seu capital de queixa para o habitual foguetório". Para isso, "o PSD não contribui". Mas o social-democrata Rui Cristina insistiu que é preciso esclarecer as causas do excesso de óbitos, criticando a falta de respostas do Governo. O PSD aproveitou o plenário desta quarta-feira para exigir isso mesmo do novo ministro da Saúde, Manuel Pizarro.

Há duas semanas, os sociais-democratas reclamaram de Marta Temido o relatório prometido sobre as mortes maternas de 2017/2018 e estudos similares para os três anos seguintes.

Por sua vez, a bancada da Iniciativa Liberal concordou esta quarta-feira que "as causas devem ser apuradas", mas sem se referir a comissões de inquérito.

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