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PS garante que "não há perda de rendimentos"

PS garante que "não há perda de rendimentos"

O PS garantiu, esta segunda-feira, que não vai haver "perda de rendimentos", porque o Governo está "a proteger os preços da energia e dos produtos agro-alimentares".

No final de uma manhã com todos os partidos com assento parlamentar a denunciar a proximidade da austeridade em Portugal, o PS veio a público desmentir, acusando até o PSD de ironia por estar a criticar o que considera ser austeridade.

"Não há perda de rendimentos", garantiu o líder parlamentar socialista, Eurico Brilhante Dias, no final de uma reunião com os ministros das Finanças e dos Assuntos Parlamentares, respetivamente Fernando Medina e Ana Catarina Mendes, no âmbito da proposta de Orçamento do Estado para 2022.

À saída da reunião, que decorreu no Parlamento, o PS era a antítese dos restantes partidos. Se todos apontaram falta de informação e acusaram o Governo de não pretender aumentar os salários, os socialistas disseram exatamente o contrário.

Segundo Eurico Brilhante Dias, o Governo já está a "proteger os preços", com as medidas que foram anunciadas esta segunda-feira. E não vai haver austeridade. Pelo contrário.

"É um Orçamento no caminho certo, que contém medidas que protegem os preços, em particular da energia e dos produtos agro-alimentares. E protegendo os preços estamos a proteger os rendimentos das famílias", vincou o líder parlamentar do PS, garantindo que o Governo vai cumprir com o previsto aumento das pensões e dos salários da Função Pública.

Ao contrário do que denunciou a Oposição, vai haver até "uma diminuição da dívida no rácio do PIB (Produto Interno Bruto)". Eurico Brilhante Dias destacou ainda "o belo" e "muito bom comportamento do emprego em Portugal". E garantiu que as medidas reivindicadas pelo PSD é que iriam atacar os rendimentos das famílias mais desfavorecidas.

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"Às vezes, o quadro parlamentar leva-nos a exagerar na forma", considerou Eurico Brilhante Dias, no final da reunião mais rápida desta segunda-feira, repetindo: "Não há política de cortes. O rendimento das famílias aumenta. O que estamos a fazer é a proteger o crescimento dos preços para proteger os rendimentos das famílias. Acreditamos que estas medidas terão um efeito transversal".

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