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PS inviabiliza audição da Comissão Técnica de Vacinação

PS inviabiliza audição da Comissão Técnica de Vacinação

O PS inviabilizou, na reunião da Comissão de Saúde desta quarta-feira, a audição urgente da Comissão Técnica de Vacinação contra a covid-19 (CTVC) no Parlamento, segundo informou o PSD em comunicado

Os social-democratas propuseram a audição, que chegou a estar prevista para esta quarta-feira, mas acabou por não acontecer, "por indisponibilidade da Comissão".

O PSD propôs, então, que se ouvisse a CTVC, presidida pelo médico de Medicina Interna, Válter Bruno Ribeiro Fonseca, até ao dia 10 de fevereiro, data em que será ouvida a ministra da Saúde, Marta Temido. Mas a proposta não foi aceite pelo PS. Assim, a próxima data possível da audição será no dia 17 de fevereiro, quase um mês e meio depois da sua aprovação. O PSD considera que este adiamento é "absolutamente inaceitável".

O partido invoca a urgência da audição, uma vez que é "absolutamente fundamental conhecer os critérios de vacinação que têm sido sucessivamente adotados pelas entidades competentes, não raro em contradição uns com os outros". Segundo o PSD, a falta de clareza no esclarecimento da vacinação de determinados grupos cria "na opinião pública uma já indesmentível ansiedade e um crescente descrédito sobre os responsáveis pelo plano de vacinação".

Coordenador do plano demite-se

Recorde-se que já esta tarde, soube-se da demissão de Francisco Ramos, coordenador da task force de vacinação contra a covid, por "irregularidades detetadas pelo próprio no processo de seleção de profissionais de saúde no Hospital da Cruz Vermelha Portuguesa, do qual é presidente da Comissão Executiva.

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Desde o fim de semana que a sua escolha para o cargo estava a ser politicamente contestada devido a uma sucessão de problemas com ultrapassagens no processo de vacinação prioritária da covid. Questionado sobre se as pessoas que receberam a primeira dose indevidamente vão receber a segunda dose no momento certo, Francisco Ramos acabou por fazer uma alusão aos resultados de André Ventura nas eleições presidenciais de 24 de janeiro.

O coordenador argumentou que colocar em causa a toma da segunda dose seria um "espírito vingativo" que associa "àqueles 11% ou 12%" que votaram no candidato de extrema-direita André Ventura, nome que não citou na entrevista que estava dar na SIC-Notícias.

Já o ex-candidato presidencial acusou Francisco Ramos de optar "por um discurso de ataque a intervenientes políticos cuja responsabilidade no processo de vacinação é rigorosamente nenhuma". O deputado do Chega pediu que o coordenador da task force fosse ouvido na Comissão Parlamentar da Saúde, face às inoculações que não seguem as orientações de prioridade feitas pela DGS.

André Ventura pediu, ainda, a demissão do conselho diretivo do INEM, depois de terem sido aplicadas vacinas que estavam destinadas a técnicos do INEM a trabalhadores de uma pastelaria no Porto. O deputado disse que é "revoltante e incompreensível o silêncio da ministra da Saúde para com este escândalo".

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