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PS quer aumentar o Complemento Social de Idoso e o abono

PS quer aumentar o Complemento Social de Idoso e o abono

O PS apresenta como promessas para a próxima legislatura o aumento do Complemento Social de Idoso (CSI) e do abono de família. Para os socialistas, as medidas visam mitigar a desigualdade social - um dos quatro pilares do seu programa eleitoral - e podem já ser consultadas no site do partido.

O programa vai ser todo estruturado com base em quatro desafios: a desigualdade, as alterações climáticas, a demografia e a sociedade digital. Cada tema será alvo de uma convenção, que terá sempre lugar a uma sábado (até ao próximo dia 6 de julho), sendo que serão colocadas online as respetivas promessas na quarta feira seguinte. No sábado passado teve lugar, em Viseu, o debate sobre a desigualdade, pelo que esta quarta-feira perto da meia-noite o PS libertou online o referido projeto.

Dentro do tema da desigualdade, há ainda quatro áreas: "os rendimentos e erradicação da pobreza, a Educação e qualificação, a não discriminação e promoção da igualdade de género e, finalmente, a coesão territorial", explicou João Tiago Silveira, coordenador do programa eleitoral do PS. "É no âmbito dos rendimentos e erradicação da pobreza que surge o aumento do abono de família e do CSI", avançou, explicando que "o novo limiar da linha de pobreza ainda será definido".

Recorde-se que o CSI é a diferença entre a pensão recebida por um idoso e o valor que é definido para o limiar de pobreza. Em 2017, por exemplo, quem auferisse menos do que 5.607 euros por ano (467 euros por mês) estava abaixo desse limiar. Atualmente, o Governo está a pagar tendo em conta um limiar de pobreza de 5.258 (438 euros). Ou seja, concede um CSI que permita ao idoso auferir mensalmente este valor. Se tiver uma pensão de 200 euros, dará o restante até chegar aos 438. O governo quer aumentar a prestação.