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PS reúne-se em Comissão Nacional no sábado

PS reúne-se em Comissão Nacional no sábado

O presidente do PS convocou, para sábado, uma reunião da Comissão Nacional do seu partido para apreciar os resultados das diligências desenvolvidas com o Bloco de Esquerda e PCP para a formação de um Governo.

Além da reunião da Comissão Nacional do PS, o órgão máximo partidário entre congressos, a direção dos socialistas convocou também para domingo à noite uma reunião da Comissão Política.

A convocatória assinada por Carlos César em relação à Comissão Nacional do PS é feita com um prazo de antecedência mais curto do que o habitual, sendo invocado para o efeito, no plano estatutário, o caráter excecional do atual momento político e a necessidade de envolver "ao mais alto nível" os órgãos do partido.

A reunião da Comissão Nacional do PS realizar-se-á em Lisboa, no sábado, pelas 15.30 horas, e tem como ponto único da ordem de trabalhos a análise da situação política e a apreciação das diligências desenvolvidas com vista à formação de governo na sequência das eleições legislativas.

Já a reunião da Comissão Política Nacional do PS está prevista para as 21.30 horas de domingo, na sede nacional deste partido, em Lisboa.

O ponto único da ordem de trabalhos, segundo fonte socialista, é deliberadamente genérico, já que, neste momento, não é possível antever-se se, no sábado, já haverá um acordo fechado entre o PS, o Bloco de Esquerda e o PCP, tendo em vista a formação de um Governo alternativo ao do executivo PSD/CDS-PP.

Na terça-feira, perante os jornalistas, o presidente do PS deixou um aviso de que esse acordo terá necessariamente de estar "aclarado" antes do início do debate do programa do Governo liderado por Pedro Passos Coelho, que se inicia na segunda-feira, na Assembleia da República.

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"Enquanto não existir um acordo firmado com o PCP e Bloco de Esquerda, não vale a pena valorar o estado das negociações como estando a 90 ou a 40%".

"Quando houver esse acordo, ele deverá ser comunicado e é importante que esse acordo seja aclarado, evidentemente, antes da discussão do programa do Governo, porque é esse o compromisso do PS. Nós só nos constituiremos como uma força política que contribui para o derrube do Governo PSD/CDS se formos simultaneamente portadores de uma alternativa responsável, estável, com sentido durador e que proporcione aos portugueses um sentimento de tranquilidade e de confiança", afirmou.

O presidente do Grupo Parlamentar insistiu neste ponto: "Não votaremos nem apresentaremos nenhuma moção de rejeição se não tivermos em simultâneo a garantia de que temos uma alternativa acordada e consolidada com os restantes partidos políticos".

A reunião da Comissão Nacional do PS, no sábado, coincidia com a realização de um almoço promovido pelo cabeça de lista dos socialistas nas últimas eleições europeias, Francisco Assis, na Mealhada. O encontro, em que se pretendia criar uma corrente de opinião opositora à ideia de "frente de esquerda" no Governo do país, foi entrentando adiado, "em nome dos superiores interesses do PS e da discussão nos órgãos do partido", disse o promotor da iniciativa.

Além do encontro de socialistas que contestam um acordo de Governo alternativo entre PS, PCP e Bloco de Esquerda, para sábado, ao fim da tarde, está também prevista uma intervenção de fundo de caráter global do ex-primeiro-ministro José Sócrates no Teatro Municipal de Vila Real.

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