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PSD acusa PS de dar "uma grande cambalhota" com alterações à lei

PSD acusa PS de dar "uma grande cambalhota" com alterações à lei

O PSD acusou esta quinta-feira o PS de dar "uma grande cambalhota" ao aprovar as alterações à lei eleitoral autárquica que permite ultrapassar dificuldades de candidaturas de autarcas independentes, lamentando que algumas das suas sugestões não tenham sido incluídas.

"As nossas convicções não mudam em menos de um ano e foi isso que aconteceu com o PS, deu uma grande cambalhota e inverteu completamente as suas posições", apontou Hugo Carneiro, deputado do PSD, em declarações aos jornalistas na Assembleia da República.

Momentos antes, a maioria PS, BE, CDS e PAN aprovou as alterações à lei eleitoral autárquica, que dá resposta às reivindicações dos movimentos de autarcas independentes que se queixavam de dificultar as candidaturas.

Argumentando que existiram várias entidades a alertar para o facto de o Parlamento estar a alterar a lei a menos de um ano das eleições autárquicas marcadas para este ano, Hugo Carneiro lamentou que algumas alterações não tivessem sido aprovadas.

"Não foi aprovada a possibilidade obrigatória dos tribunais fiscalizarem a identidade e as assinaturas dos grupos de cidadãos eleitores, era uma exigência do PSD e nenhum partido aprovou essa exigência", apontou.

Para além disto, o PSD defendia também que "a mesma pessoa não se pudesse candidatar simultaneamente à Câmara Municipal, à Assembleia Municipal e a uma freguesia".

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"Isto tinha sido corrigido o ano passado na lei eleitoral, há menos de um ano, e os partidos agora inverteram completamente esta posição", apontou.

Outra das reivindicações dos sociais-democratas, "sugestão da Comissão Nacional de Eleições (CNE)", era a "obrigatoriedade dos grupos de cidadãos eleitores identificarem nos impressos que entregam ao tribunal, se um candidato é ou não filiado num partido político", mesmo não dizendo qual.

"O PS, que tinha uma posição há menos de um ano, tem uma nova posição hoje, portanto tem uma posição zero em termos de convicções", acusou o deputado.

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