Açores

PSD acusado de "vender a alma ao diabo" para chegar ao poder

PSD acusado de "vender a alma ao diabo" para chegar ao poder

A comissão permanente do PS acusa o PSD e o seu presidente, Rui Rio, de "vender a alma ao diabo" e de esconder a verdade aos portugueses sobre o acordo com o Chega nos Açores. No mesmo dia em que 54 personalidades, da política às artes, assinam um artigo onde alertam que "o espaço do centro-direita e da direita portuguesa não é o do extremismo".

O acordo de governação a que o PSD, o Chega e a Iniciativa Liberal chegaram para viabilizar o novo Governo Regional dos Açores está sob fogo. PS e várias personalidades do centro-direita contestam a aliança pós-eleitoral.

Em comunicado, o PS diz que o PSD e Rui Rio têm uma nova faceta "capaz de vender a alma ao diabo (hipotecando-se a propostas de reposição da barbárie, como a prisão perpétua ou a castração química) para atingir o exercício do poder".

Os socialistas acusam Rio de ser "capaz de recorrer à linguagem dúplice para esconder a verdade dos portugueses sobre o seu acordo com o Chega" e acrescentam que a nova faceta traz "a revelação de um PSD capaz (sendo o primeiro a fazê-lo, mesmo na sua família política) de dar o seu patrocínio político à normalização de propostas populistas, xenófobas e contra civilizacionais".

"Por tudo isto, Rui Rio e o PPD/PSD merecem uma severa censura política, quer por duplicidade com os Portugueses, quer por cumplicidade com a extrema-direita xenófoba", refere o PS.

Nesta terça-feira, num artigo de opinião, publicado no jornal Público, 54 personalidades próximas do centro-direita alertam para a "inquietante deriva" e a "insustentável amálgama" na política europeia e americana, que "faz o seu caminho entre forças da direita autoritária e partidos conservadores, liberais, moderados e reformistas".

"Estas tendências exigem uma tomada de posição", defendem os subscritores, entre os quais sobressaem os nomes de Adolfo Mesquita Nunes, Ana Rita Bessa, Miguel Poiares Maduro, Pedro Mexia e Miguel Esteves Cardoso.

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O texto não faz qualquer referência ao acordo entre Chega e PSD, mas os avisos são claros: "o espaço do centro-direita e da direita portuguesa não é o do extremismo, seja esse extremismo convicto ou oportunista".

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