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PSD considera que "o caminho do PS não é alternativa real"

PSD considera que "o caminho do PS não é alternativa real"

O PSD considerou esta terça-feira que o cenário macroeconómico apresentado pelo PS "não é credível e não é alternativa real", e acusou os socialistas de prometerem "as mesmas facilidades que em 2011 levaram o país à bancarrota".

Esta posição foi transmitida pelo vice-presidente do PSD José Matos Correia, que apelidou o plano do PS de "programa do logo se vê", condenou em particular a intenção de "deixar cair a diminuição do IRC", mas de resto escusou-se a comentar medidas em concreto.

"Se acreditássemos que o caminho alternativo ou pseudoalternativo que o PS agora propõe fosse fazível, tê-lo-íamos proposto. O caminho do PS não é credível, não é alternativa real. E não é por acaso que vai ao arrepio de tudo aquilo que tem sido sugerido por todas as instituições internacionais ", declarou José Matos Correia, em conferência de imprensa, na sede nacional do PSD, em Lisboa.

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O social-democrata argumentou que, "se o caminho miraculoso que o PS descobriu tivesse pés para andar, não havia nos países da Europa comunitária a tendência que tem vindo a ser seguida do ponto de vista da consolidação orçamental e da sustentabilidade", e recomendou uma partilha de ideias com os socialistas franceses: "Se o PS encontrou um remédio miraculoso, que o sugira também ao senhor Hollande e ao senhor Valls".

Matos Correia frisou que o PSD dá por adquirido que o PS vai assumir no seu programa eleitoral as medidas hoje apresentadas, "senão está a brincar com os portugueses".

Instado a comentar medidas em concreto, respondeu: "No que diz respeito ao detalhe das medidas, é óbvio que eu não vou aqui antecipar o que é o programa do PSD que está a ser preparado".

Depois, questionado se há alguma medida proposta pelo PS com que o PSD concorde, ou que rejeite em absoluto, disse: "Não tive, como calcularão, oportunidade de ler o documento e, portanto, não vou em detalhe entrar nesses comentários. O que faço em nome do PSD é uma avaliação geral daquilo para que aponta a proposta deste grupo de trabalho. E essa orientação geral é claramente rejeitada".

Contudo, Matos Correia fez questão de voltar a criticar a decisão do PS de se desvincular da redução gradual do IRC, sustentando que "esse é um aspeto fundamental", pois "não há nenhum país que consiga crescer em termos sustentáveis e em termos rápidos se a carga fiscal sobre as empresas for aquela que é em Portugal".

O vice-presidente do PSD começou por traçar um paralelo entre a atual liderança do PS de António Costa e a governação de José Sócrates, declarando ter "uma sensação de regresso ao passado".

Matos Correia alegou que "a folha de cálculo" do cenário macroeconómico hoje apresentado parece a mesma usada pelo PS na campanha para as legislativas de 2009, "em que prometeu mundos e fundos, aumentar salários, aumentar as pensões sociais", e "cujo resultado foi deixar o país à beira da bancarrota".

Segundo o social-democrata, o PS propõe "cortar nas receitas, aumentar a despesa, e depois por palpite logo se verá se o crescimento económico permite ou não atingir os resultados", o não é sério nem responsável.

"Este é o mesmo PS: o PS que não aprende com os erros do passado, o PS que pretende gastar à grande o dinheiro que não tem, o PS que ilude as pessoas", insistiu.

O vice-presidente do PSD concluiu que nas legislativas deste ano os portugueses vão escolher "entre aqueles que trabalharam para tirar o país da bancarrota e querem continuar a trabalhar para colocar o país no rumo do crescimento sustentável, que não prometem mundos e fundos", e "aqueles como o PS que prometem facilidades, as mesmas facilidades que levaram o país, pelas mãos desse mesmo PS, em 2011 à bancarrota".

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