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PSD culpa António Costa pela "falência" do Serviço Nacional de Saúde

PSD culpa António Costa pela "falência" do Serviço Nacional de Saúde

"A responsabilidade cimeira é de António Costa. A falência do Serviço Nacional de Saúde é da responsabilidade de António Costa". Quem o considera é o PSD, que recusa a permanência de Marta Temido no Governo como "um ministro zombie" e mostra-se disponível para negociar uma reforma na Saúde para um horizonte de 30 anos.

A culpa pelo "caos" no Serviço Nacional de Saúde (SNS) não é de Marta Temido mas do primeiro-ministro, que optou por a reconduzir e foi sendo conivente com a "situação vergonhosa" nas urgências de obstetrícia e com o aumento da mortalidade infantil.

"A falência do Serviço Nacional de Saúde é da responsabilidade de António Costa. Foi ele que conduziu esta equipa nos últimos sete anos e que levou o SNS ao descalabro. A responsabilidade cimeira cabe a António Costa", considera o vice-presidente do PSD, Miguel Pinto Luz.

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Para os sociais-democratas, a demissão de Marta Temido é tardia. "Infelizmente, foi preciso morrer uma mãe, que não teve acesso à urgência do maior hospital do país, para que uma ministra se demitisse. Uma ministra que teve sempre o máximo apoio de António Costa", vincou Miguel Pinto Luz.

Além disso, a manutenção de Marta Temido no Governo, como pretende o primeiro-ministro, faz lembrar situações no passado em que António Costa usou "ministros como escudo protetor da sua própria incapacidade". "Numa tática já conhecida, sacode as coisas para terceiros", acusou Miguel Pinto Luz, numa conferência de Imprensa, esta terça-feira, na sede nacional do partido.

O PSD recusa, assim, a manutenção de Marta Temido no Governo. "Tivemos já vários ministros zoombie e teremos outro nas próximas semanas. E exige medidas estruturantes, com urgência. "O país não pode esperar", sustentou o vice-presidente do PSD, recusando uma situação de continuidade no Ministério da Saúde, que poderia recair sobre o secretário de Estado Lacerda Sales.

"O importante agora é saber o que fará o primeiro-ministro. Irá mudar de rumo, em termos de política de Saúde, ou só escolherá um novo ministro e não muda nada?", questionou Miguel Pinto Luz, garantindo a disponibilidade do PSD para um acordo de regime com vista a uma reforma no SNS a pensar nos próximos 30 anos. Mas isso terá que ser feito em diálogo com os profissionais de saúde e com todos os setores, incluindo o setor privado. Ou seja, como deixou claro o vice-presidente do PSD, "usando toda a capacidade instalada do país".

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