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PSD decide "nós próximos dias" se avança sozinho para inquérito ao caso Isabel dos Santos

PSD decide "nós próximos dias" se avança sozinho para inquérito ao caso Isabel dos Santos

O líder parlamentar do PSD afirmou esta quinta-feira que o partido decidirá "nos próximos dias" se avança sozinho para uma comissão parlamentar de inquérito ao caso Isabel dos Santos, e assegurou que os sociais-democratas não irão conversar com o Chega.

À margem da Assembleia Política do Partido Popular Europeu (PPE), Joaquim Miranda Sarmento foi questionado se o PSD avançará para uma comissão parlamentar de inquérito sobre as declarações do ex-governador do Banco de Portugal, Carlos Costa, que acusou o primeiro-ministro de intromissão política no afastamento da empresária angolana Isabel dos Santos do BIC, com António Costa a anunciar que irá processá-lo por declarações falsas e ofensivas.

"Nós sobre isso tomaremos uma posição a breve trecho", afirmou o líder parlamentar do PSD.

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Questionado se o PSD já conversou com o Chega, partido que já anunciou que irá avançar para essa iniciativa, Miranda Sarmento respondeu negativamente.

"Não iremos conversar com o Chega sobre isso, iremos tomar uma posição nossa", afirmou, recordando que PSD e PS são os únicos partidos que dispõem de deputados suficientes para avançar para um pedido de inquérito potestativo (obrigatório), ou seja, pelo menos 46 parlamentares (um quinto).

Instado a clarificar quando irá ser tomada essa posição, o líder parlamentar do PSD respondeu: "a breve trecho, no decorrer dos próximos dias".

Na terça-feira, o presidente do Chega anunciou que vai propor a realização de um inquérito parlamentar às "relações obscuras" entre o primeiro-ministro, António Costa, e a famílias do ex-presidente angolano José Eduardo dos Santos.

"Quer o PSD venha connosco, quer o PSD não venha connosco, o Chega não vai desistir que seja investigado até às ultimas consequências aquilo que aconteceu nas relações obscuras entre António Costa e a família dos Santos. Quero anunciar que vamos propor uma comissão de inquérito parlamentar a esta relação entre António Costa e a família dos Santos neste episódio do Banco de Portugal", afirmou André Ventura, na Assembleia da República.

No entanto, esta proposta do Chega, que tem apenas 12 deputados, teria de ser aprovada por maioria para avançar.

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