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"PSD desistiu de disputar o Centro e quer eleitorado do Chega", acusa Costa 

"PSD desistiu de disputar o Centro e quer eleitorado do Chega", acusa Costa 

O líder do PS acusou o PSD de ter "desistido" de disputar os votos do Centro com o PS e de pretender "conquistar o eleitorado do Chega". António Costa considerou que, na quarta-feira, um vice-presidente laranja fez comentários que derrubaram as "linhas vermelhas" que o partido tinha, até aí, com a extrema-direita.

"O que tem sido cada vez mais claro conforme a campanha vai avançando é que o PSD desistiu de disputar o Centro com o PS e está concentrado no objetivo de conquistar o eleitorado do Chega", referiu António Costa, esta quinta-feira, numa ação de campanha em Setúbal.

O secretário-geral socialista afirmou que, na véspera, o vice-presidente do PSD, David Justino, assumiu "oficialmente", num comentário na CNN, o fim das "linhas vermelhas" face ao Chega. "Há limites para tudo", advertiu.

"O maior problema dos partidos de extrema-direita é quando ganham capacidade de condicionar e influenciar os partidos democráticos", prosseguiu Costa. "Isto começa quando se começa a querer mitigar as propostas da extrema-direita e acaba como acabou ontem [quarta-feira], com o PSD oficialmente a assumir que não há linhas vermelhas para o diálogo com o Chega".

"Isto choca-me e choca, seguramente, muitos dos próprios eleitores do PSD", afirmou Costa. Ao longo da campanha, recorde-se, o líder socialista tem procurado por várias vezes colar os sociais-democratas ao partido de André Ventura.

António Costa recorreu mesmo ao exemplo da CDU alemã, partido-irmão do PSD, para censurar o comportamento laranja: "Quando o Chega da Alemanha [AFD] ia fazer um acordo regional num dos Estados [com a CDU], a sra. Merkel foi contra e a líder local que aceitou esse acordo teve de se demitir", recordou.

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Na quarta-feira, David Justino disse não poder "ignorar" que o Chega é "uma força representada no Parlamento".

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