eleições legislativas

PSD diz que programa eleitoral do PS "não é para levar a sério"

PSD diz que programa eleitoral do PS "não é para levar a sério"

O PSD acusou o primeiro-ministro de fugir à prestação de contas dos últimos seis anos de governação e classificou o programa eleitoral do PS como "mais do mesmo".

"O primeiro-ministro estranhamente não prestou contas aos portugueses dos últimos seis meses de governação. Compreende-se que tenha fugido a esta prestação de contas, o resultado que tem para apresentar aos portugueses é verdadeiramente deprimente", afirmou o líder parlamentar social-democrata, Miguel Macedo, em declarações aos jornalistas na sede do partido.

Falando minutos depois da apresentação do programa eleitoral do PS, Miguel Macedo, considerou tratar-se de um documento que "não trouxe nenhuma novidade" e que mostra "um primeiro-ministro esgotado".

"Não há mais nada a esperar deste Governo e deste primeiro-ministro", frisou Miguel Macedo, ironizando, contudo, que os portugueses sabem que o programa eleitoral do PS "não é para levar a sério", porque "todos os programas apresentados pelo engenheiro Sócrates não são para cumprir no poder".

Insistindo que chegou o momento de José Sócrates "ser confrontado com as suas responsabilidade" e deixar de "saltar alegremente" de "propaganda em propaganda, sem nunca prestar contas aos portugueses", Miguel Macedo lembrou algumas das 'marcas' que o PS deixa de seis anos na governação, destacando "o triste recorde" de 619 mil desempregados.

"Nem uma palavra sobre esta matéria, nem uma prestação de contas que era obrigatória numa democracia madura, adulta", reforçou, apontando ainda os 'cortes' feitos no último ano em 601 mil abonos de família.

Programa do PSD "no momento certo"

Questionado sobre as críticas do primeiro-ministro ao facto do PSD ainda não ter apresentado o seu programa para as eleições de 5 de Junho, Miguel Macedo reiterou que os sociais-democratas o irão fazer "no momento certo", prometendo um documento "realista", que traduz "uma política nova e diferente".

Contudo, frisou, nunca será José Sócrates a determinar "os momentos políticos para o PSD fazer aquilo que entende que deve fazer".

Quanto às acusações de José Sócrates de que o PSD quer acabar com o Estado Social, Miguel Macedo escusou-se a falar de "propostas avulsas", mas acabou por responder com ironia, salientando que, para quem defende tanto o Estado Social como o primeiro-ministro, apresentar mais de 600 mil desempregados é "uma boa medalha".