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PSD e CDS aprovam candidatura de Negrão à presidência da AR

PSD e CDS aprovam candidatura de Negrão à presidência da AR

Os grupos parlamentares do PSD e CDS-PP aprovaram esta sexta-feira por unanimidade a candidatura do social-democrata Fernando Negrão à presidência da Assembleia da República.

O líder parlamentar cessante do PSD, Luís Montenegro, disse aos jornalistas, após uma reunião conjunta com a bancada do CDS, que foi "aprovada por unanimidade e aclamação" a candidatura de Fernando Negrão, antigo diretor da Polícia Judiciária e que presidiu na anterior legislatura à comissão de Assuntos Constitucionais e à comissão de inquérito ao BES.

A candidatura de Negrão, que concorre contra o candidato proposto pelo PS, Eduardo Ferro Rodrigues, faz cumprir uma "tradição de 40 anos em Portugal", frisou Montenegro, referindo-se à ao facto de o presidente da Assembleia ser oriundo da bancada do partido maioritário no hemiciclo.

Luís Montenegro enalteceu Negrão como "uma individualidade, um deputado que é reconhecido por todas as bancadas por ter capacidade de diálogo e compromisso, de isenção, de imparcialidade, de conhecimento parlamentar, jurídico-constitucional".

Também o líder parlamentar cessante do CDS-PP, Nuno Magalhães sublinhou o apoio a Fernando Negrão, de "forma convicta, não só pelas qualidades que tem revelado enquanto deputado, que de resto foram muito salientadas por todos os grupos parlamentares há muito pouco tempo no final de uma comissão de inquérito muito complexa ao BES e ao GES", mas também "em nome da democracia".

"Em toda a história da nossa democracia, de governos maioritários e governos minoritários, o presidente da Assembleia da República foi sempre um deputado indicado pelo grupo que obteve mais deputados", sublinhou, argumentando que foi assim nos governos minoritários de Mário Soares, Cavaco Silva, António Guterres e José Sócrates.

Magalhães salientou que tanto Almeida Santos, durante o governo minoritário de Guterres, como Jaime Gama, no governo minoritário de Sócrates, "tiveram bastante mais votos cujo numero de votos do PS, que tinha minoria na Assembleia".

"Isso aconteceu porque PSD e CDS respeitam uma coisa muito simples, que é a democracia e o voto dos portugueses. Espero que à tarde isso possa acontecer e termos um presidente da Assembleia da República e não de parte da Assembleia da República", afirmou.