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PSD e CDS prometem privatizar a TAP se formarem Governo

PSD e CDS prometem privatizar a TAP se formarem Governo

"Se não quiserem votar no PSD, podem votar no CDS, isso aconselho". Esta foi a frase com que Rui ​​​​​​​Rio terminou o debate com Francisco Rodrigues dos Santos, e diz muito do que é a proximidade ideológica e programática dos dois antigos parceiros de coligação.

É muito mais o que os une do que o que os separa, a começar pela TAP, que o líder do CDS-PP já tinha prometido privatizar se integrasse um Governo. Agora, foi Rui Rio que disse que "a TAP é para privatizar", acusando a companhia de não fazer serviço público: "Só serve o aeroporto de Lisboa, abandona Faro, abandona o Porto, abandona as Regiões Autónomas".

A TAP foi a ponte para a crítica a António Costa, a quem Rio acusa de ter nacionalizado a companhia mal chegou ao Governo, em 2015. Aliás, o líder do PSD aproveitou mais o debate para criticar António Costa e a política do atual Governo do que o CDS-PP, com quem promete falar primeiro caso ganhe as eleições sem maioria.

O presidente do CDS-PP assumiu ser diferente de Rui Rio na forma como lida com o PS, ao acusar o presidente do PSD de fazer "arranjinhos" com António Costa em questões como o fim dos debates quinzenais, as nomeações para as CCDR e a eutanásia. "Os votos no PSD poderão viabilizar um governo do PS. O voto no CDS é o único voto que garante que os votos do PSD não vão parar ao bolso de António Costa", acusou o centrista.

Ao nível programático, ambos defendem a descida do IRS e IRC, bem como o alargamento dos vales cirurgia da Saúde às consultas e exames complementares para que quem espera demais no Serviço Nacional de Saúde possa ir ao privado sem pagar mais por isso.

Rodrigues dos Santos propõe "uma redução drástica" do peso da fatura dos impostos na eletricidade e combustíveis, ao passo que Rio prefere dedicar "11,5% do crescimento do produto interno bruto à redução de impostos", ou seja, dois mil milhões de euros, segundo as contas do presidente do PSD, e o dobro para a redução do défice.

Rio revela que "diversas pessoas" no PSD queriam Coligação com CDS

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A decisão de concorrer sozinho a eleições gerou "um debate grande, interno", no seio do PSD, revelou Rui Rio. O social-democrata admitiu que "havia diversas pessoas que entendiam que se devia ir em coligação", mas "uma maioria assinalável entendeu que não". O líder do CDS clarificou que apenas anuiu a negociar.

Destaque ainda para a linha vermelha do CDS (ou linha azul, como diz Francisco Rodrigues dos Santos) nas eventuais negociações pós-eleitorais: "Não negociamos o valor da vida". Rui Rio assinalou que a diferença entre ambos é que "o PSD dá liberdade de voto" nas questões de consciência.

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