Setúbal

PSD "está unido" e quer cinco deputados por Setúbal

PSD "está unido" e quer cinco deputados por Setúbal

A caravana de campanha do PSD percorreu esta terça-feira de manhã a baixa de Setúbal, onde Rui Rio apontou à eleição de cinco deputados, mais dois que atualmente. O líder social-democrata auscultou as dificuldades do comércio local e, perante algumas centenas de apoiantes, afirmou que não se pode queixar da oposição interna porque "o PSD está unido".

"Livre esta cidade dos comunistas", ouviu Rio logo à chegada a Setúbal. As palavras da comerciante que se queixava que o negócio "vai péssimo" deram o mote a Rio para a ambição de regressar a 2015, em que o PSD elegeu cinco deputados no distrito. Nuno Carvalho, cabeça de lista, é ainda mais ambicioso e almeja o sexto parlamentar. "As expectativas aqui são superiores àquilo que eu pensava. Nós temos três [deputados], eu estou a dizer cinco, ele diz que podemos duplicar, excelente", disse o líder do PSD.

Num curto rescaldo do debate de segunda-feira à noite na RTP, Rui Rio escusou-se a criticar António Costa por pedir, pela primeira vez de forma direta, uma maioria absoluta: "Não o posso criticar por isso, eu também quero uma maioria absoluta. Não acredito que aconteça, mas não estou a criticar porque eu também quero".

Em arruada, entrando em todas as lojas por que passava, Rio esteve sempre ladeado por Nuno Carvalho e Fernando Negrão, respetivamente o número um e dois da lista por Setúbal. Pelo meio ainda ouviu uma idosa a queixar-se do "PSD ladrão do Passos Coelho" que lhe cortou na reforma, mas ignorou e seguiu.

À paragem num café para beber uma água com gás, o líder do partido ouviu o candidato numa conversa informal sobre as dificuldades do comércio local setubalense. "A baixa de Setúbal, apesar da pandemia, é daqueles locais em que o comércio se manteve, mas o que as pessoas dizem muto é que há muita instabilidade na forma de gerir a pandemia. Os clientes ora afastam-se, ora aparecem, e isso tem um impacto enorme", conversava Nuno Carvalho, enquanto Rio acenava com a cabeça.

O candidato por Setúbal acrescentou que se sente "claramente aquele ambiente de vitória do PSD" pois o partido está "com força e numa forma ascendente". Rio respondeu que em comparação com as eleições legislativas de 2019 o cenário de campanha "é muito diferente" pois "há um apoio e uma anuência do público muito superior ao que é normal".

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Estas palavras foram a desculpa perfeita para Rio ser questionado sobre a oposição interna que, aqui e ali, tem participado nas ações de campanha. Paulo Rangel esteve domingo em Viseu e, à mesma hora, o eurodeputado José Manuel Fernandes, participou nas ações de campanha de Barcelos e Braga. "Se me posso queixar de turbulência a mais no partido ao longo do trajeto que fiz, neste momento não me posso queixar disso. Não vejo que haja alguém que não esteja a colaborar ou que esteja a fazer contravapor, sinceramente não vejo".

O presidente do PSD está consciente que "em terras de Esquerda como Lisboa e Setúbal" o PSD tem maior potencial de crescimento: "Vou subir em todo o lado, mas temos um potencial de crescimento aqui que não temos no Porto, porque partimos de uma base mais baixa".

Recorde-se que o PSD passou a terceira força política no distrito de Setúbal, em 2019, reduzindo de cinco para três o número de deputados, em comparação com 2015. Há dois anos, o PS foi a força política mais votada, com 38,58% (nove deputados), seguida da CDU, com 15,75% (três deputados). Para além destes e dos três deputados do PSD, os setubalenses elegeram ainda dois deputados do Bloco de Esquerda e um do PAN, em 2019.

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