Covid-19

PSD "nada tem a opor" à declaração do estado de emergência

PSD "nada tem a opor" à declaração do estado de emergência

Nuno Morais Sarmento, vice-presidente do PSD, assegura que o partido "nada tem a opor" à declaração do estado de emergência. No entanto, diz que os sociais-democratas só se pronunciarão sobre o conteúdo do decreto quando o conhecerem.

"Se o Governo entende necessário dirigir esse pedido ao senhor presidente da República e ele o acolhe, o PSD nada tem a opor. Procurará sempre ser parte da solução e não parte do problema", referiu Morais Sarmento nesta segunda-feira.

O dirigente do PSD falou aos jornalistas à saída de uma reunião com o presidente da República, em Belém, durante a qual discutiu a necessidade da imposição do estado de emergência. Rui Rio, líder do partido, participou na reunião por vídeoconferência.

Morais Sarmento vincou que a posição dos sociais-democratas visa criar condições para o Governo acionar um "regime jurídico excecional" que permita a adoção de medidas concretas. No entanto, não abordou as medidas que Executivo pretende implementar: "Não podemos pronunciar-nos sobre medidas que desconhecemos", referiu.

PSD ainda não conhece data nem duração

Dessa forma, continuou o dirigente, o PSD aceita viabilizar aquilo que Morais Sarmento descreveu como os dois "objetivos fundamentais" do Governo. O primeiro prende-se com o "legitimar" das decisões já tomadas e o segundo visa "permitir a tomada das decisões que não são possíveis fora do estado de emergência", como as limitações à circulação ou o rastreio de potenciais infetados com covid-19.

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O vice-presidente laranja disse desconhecer a data concreta em que o Governo quer decretar o estado de emergência, bem como a duração do mesmo - uma vez que o primeiro-ministro disse, esta segunda-feira, que ele deverá ser duradouro.

"Não temos nenhum anseio de que o estado de emergência dure dois, três ou quatro meses, pelo contrário", referiu Nuno Morais Sarmento.

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