Autárquicas

PSD não se importa de ficar atrás do CDS em Lisboa

PSD não se importa de ficar atrás do CDS em Lisboa

A fasquia eleitoral do PSD em Lisboa já não estava alta, com a escolha tardia de uma candidata "de recurso" - como lhe chamou o ex-líder do partido Marques Mendes - ao apontar o nome de Teresa Leal Coelho, que colheu o desagrado de grande parte do partido.

Mas esta terça-feira o coordenador autárquico dos social-democratas, Carlos Carreiras, baixou ainda mais a fasquia, dizendo ser irrelevante se a candidata do PSD fica atrás de Assunção Cristas do CDS.

"Gostaria muito mais que a candidatura do PSD ganhasse. Mas, se chegarmos ao dia das eleições e as duas candidaturas estiverem em primeiro e em segundo lugar, será um excelente resultado", afirmou.

Em entrevista à TSF, Carreiras diz não ter "razões para acreditar que Teresa Leal Coelho fique atrás de Assunção Cristas", porque é "uma candidata excelente", mas confessa que a "ordem dos fatores" é-lhe "indiferente".

O dirigente escolhido por Pedro Passos Coelho para conduzir o processo das autárquicas desdramatiza a sucessão de pessoas que terão declinado o convite para dar a cara pelo PSD na capital. "Teresa Leal Coelho certamente não é o plano Z", assegura, fazendo questão de esclarecer que, com exceção de uma única pessoa, "que não pôde aceitar por razões e ordem pessoal e profissional", não houve mais ninguém convidado para ser candidato, mas apenas "abordado".

"Tudo aquilo que vi na comunicação social foram autoproclamados candidatos a candidatos que queriam dar prova da sua existência para depois dizerem que tinham sido convidados e não aceitaram", criticou.

Sobre o facto de PSD e CDS concorrerem separados a Lisboa, Carreiras atira a responsabilidade para a presidente dos centristas. "Foi a própria Assunção Cristas a definir as regras próprias internas, da sua disponibilidade de abordagem das próprias autárquicas", considerando que foi Cristas a anunciar que o CDS queria avançar com uma "candidatura própria" à capital.