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PSD pergunta ao PS se Mário Centeno já não é o ministro das Finanças

PSD pergunta ao PS se Mário Centeno já não é o ministro das Finanças

O PSD perguntou esta quarta-feira ao PS se, para o partido, Mário Centeno já não é o ministro das Finanças e "os portugueses ainda não o sabem", tendo os socialistas pedido justificações aos sociais-democratas pela "resolução desastrosa" do BES.

No debate de atualidade que esta quarta-feira decorreu no parlamento sobre "questões financeiras e Novo Banco" -- agendado esta quarta-feira mesmo uma vez que PSD, BE e CDS-PP tinham declarações políticas sobre o tema -- a intervenção do deputado PS João Paulo Correia motivou um pedido de esclarecimento por parte do deputado do PSD Duarte Pacheco.

"Fez aqui uma intervenção muito interessante sobre a história, claramente crítica dos seus colegas que integraram a comissão de inquérito, mas a pergunta que tenho que colocar é muito simples: o senhor omitiu por completo a transferência dos 850 milhões de euros e o nome do doutor Mário Centeno. Será que, para o PS, o senhor ministro das Finanças já não o é de facto e os portugueses ainda não o sabem", questionou.

Na réplica, o socialista João Paulo Correia escusou-se a fazer qualquer comentário sobre Mário Centeno e manifestou apenas a esperança de que Duarte Pacheco "aproveitasse para responder à questão colocada".

"O PSD devia estar aqui a explicar porque é prometeu um banco bom e um banco mau e afinal o Novo Banco transformou-se, revelou-se num banco com graves prejuízos para o estado e para os contribuintes. Os senhores é que têm de dar essa explicação ao país", condenou.

Na intervenção, o socialista começou por reiterar a oposição ao aumento de remunerações e prémios dos gestores do Novo Banco, considerando que em vez de se "debater a espuma dos dias, era importante debater as razões deste empréstimo".

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Para João Paulo Correia, quem devia dar explicações seria PSD e CDS-PP que disseram, então, que o "Novo Banco ia ser um banco bom", criticando "uma resolução desastrosa e às prestações", que considerou ser mais uma "pesada herança" deixada pelo Governo de direita.

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