Festa do Pontal

PSD quer baixar o IRS e apoiar pensionistas

PSD quer baixar o IRS e apoiar pensionistas

O PSD apresentou ontem algumas medidas que vai levar ao Parlamento no arranque da próxima legislatura, como a redução do IRS nos 4.º, 5.º e 6.º escalões e a criação de um vale alimentar de 40€ para pensionistas e reformados que tenham uma pensão até 1097€, a ser aplicada de setembro a dezembro.

As propostas apresentadas pelos sociais-democratas vão custar mil milhões de euros no total, e fazem parte do "programa de emergência social" - ao qual o Governo não tem dado a devida atenção, atirou Luís Montenegro -, e serão asseguradas pelo excedente orçamental provocado pela subida dos preços [maior receita fiscal], garantiu o líder do PSD.

Luís Montenegro estreou-se ontem na Festa do Pontal, em Quarteira - a rentrée social-democrata, que não se realizava há dois anos -, e aproveitou o discurso de quase uma hora para falar não só para dentro do partido mas também para o país.

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medidas até final do ano

Entre as medidas que fazem parte do "programa de emergência" social apresentado consta também a criação de um vale alimentar para todos os que se encontram em vida ativa e têm um rendimento inferior a 1100€, medida que, prevê-se, iria beneficiar cerca de 4,6 milhões de pessoas. Os sociais-democratas querem ainda atribuir mais dez euros por mês às crianças e jovens que usufruem do abono de família e criar linhas de apoio para instituições particulares de solidariedade social e pequenas e médias empresas. A descida do IRS nos 4.º, 5.º e 6.º escalões seria para ser executada já nas taxas de retenção até ao final do ano e com acertos na declaração anual, disse o líder. As medidas apresentadas são para vigorar entre setembro e dezembro e seriam asseguradas com o dinheiro que o Governo tem ganho a mais com a inflação, rematou.

Passos Coelho é exemplo

Montenegro criticou a falta de médicos e material no Sistema Nacional de Saúde (SNS), assim como a crise nas urgências, apontou a falta de professores que deixa alunos pendurados em várias disciplinas, criticou a "desresponsabilização" e casos "graves" que vão marcando os governos socialistas (como a contratação de Sérgio Figueiredo); tudo para provar que "nada mudou"desde que o PS alcançou a maioria absoluta e deixou de precisar do apoio do PCP e BE.

Montenegro contou com o apoio de um peso-pesado, Pedro Passos Coelho, que serviu de mote para (re)afirmar o orgulho no passismo e servir de exemplo sobre como se deve assumir culpas quando algo corre mal.

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