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PSD quer "parceria" entre oferta pública e privada na educação, saúde e acção social

PSD quer "parceria" entre oferta pública e privada na educação, saúde e acção social

O presidente do PSD, Pedro Passos Coelho, defendeu, quinta-feira, que deve haver o que apelidou de "parceria" entra a oferta pública e a oferta privada nos sectores da educação, saúde e acção social.

Durante uma conferência na Universidade Lusófona, Passos Coelho deu como exemplo o que se passa actualmente com os alunos que optam pelo ensino superior privado, que considerou ser uma injustiça.

"Aqueles que hoje estão no ensino público beneficiam de um custo, porque têm um pagamento beneficiado pelo Estado, que aqueles que precisam de recorrer ao ensino não público têm de enfrentar", apontou.

"E então o absurdo é que Estado, em nome da igualdade de oportunidades e da garantia de que o próprio Estado deve dar de uma rede pública de ensino para que todos possam aceder à formação, acaba por estar a transferir dos impostos" de todos um benefício para alguns, disse, acrescentando: "é uma perversão" e "tem de ser alterado".

Mais à frente na sua intervenção o presidente do PSD defendeu que deve haver "um contrato de parceria com a sociedade" e que essa "parceria" deve partir do princípio de que os serviços públicos não têm de ser desempenhados pelo Estado.

Segundo Passos Coelho, na educação deve haver "uma rede nacional de ensino" que inclua as escolas públicas e as privadas, sendo essa oferta "vista em conjunto".

E deve existir uma "parceria" entre oferta pública e oferta privada "na acção social também e na saúde".

"Nós podemos ter um serviço público na área da comunicação social sem ter comunicação social estatizada", referiu ainda, ressalvando que "o Estado pode também prestar serviços", mas não tem de ser o único a fazê-lo.

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