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PSD: Sucesso de alunos no PISA é "sapo" que a Esquerda tem de engolir

PSD: Sucesso de alunos no PISA é "sapo" que a Esquerda tem de engolir

O PSD disse esta quarta-feira que os bons resultados dos alunos portugueses nos estudos internacionais PISA e TIMMS são "mais um sapo" que a Esquerda vai "ter de engolir".

Naquela que deve ter sido nos últimos anos a maior defesa da herança de Nuno Crato à frente da Educação, o líder parlamentar social-democrata Luís Montenegro alegou que "as reformas empreendidas entre 2011 e 2015 acrescentaram qualidade e equidade à escola pública".

"Os catastrofistas, os velhos do Restelo, os fanáticos que andaram a encher a boca - acusando o PSD de estar a destruir a escola pública - vão ter de engolir mais um sapo: um sapo de realidade", disse, na primeira declaração política da tarde no Parlamento, frisando que os "resultados não mentem".

Para Montenegro, a Esquerda "relativamente radical" tentou desviar a atenção da boa prestação dos alunos no PISA, um estudo da OCDE, e no TIMMS, um teste internacional de Matemática e Ciências.

"Os resultados não mentem" apontou, desafiando PS, BE e PCP a "despir o fato de opositores e do fanatismo ideológico". "Não voltem a dizer que o PSD quis ou quer destruir a Escola Pública", disse para os três partidos, a quem acusou de "tomar decisões e reversões que prejudicam" o que foi conseguido.

Em reação, o Bloco de Esquerda (BE) disse que "PSD está a tentar com o 'Photoshop' meter-se numa foto a que não pertence".

"Estes alunos com 15 anos não apanharam com a grande maioria das políticas de Nuno Crato. Não é sério vir reivindicar o resultado", argumentou a bloquista Joana Mortágua, que acrescentou que "a melhoria do resultado não se fez com o PSD, mas apesar do PSD".

Daquilo que considerou uma má memória deixada pelo ministro da Educação do PSD/CDS, a deputada do BE lembrou, entre outros efeitos nefastos da política anterior, que "estes resultados mostram que Portugal tem das mais altas taxas de retenção da Europa", começando pelos alunos de 13 anos que, após "chumbarem duas vezes", têm um "currículo reduzido e vão para as empresas estagiar". "A maioria destes alunos não regressam", alegou.

Também o PCP e PS acusaram o PSD de se tentar apropriar de resultados que se devem à comunidade educativa. O socialista Porfírio Silva disse até que se tratam de efeitos dos últimos 20 anos de política no setor e não das políticas de Crato.