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PSD "tirará ilações" se PS insistir em debates mensais

PSD "tirará ilações" se PS insistir em debates mensais

O PSD tentou pressionar os socialistas a aceitarem que os debates parlamentares com o primeiro-ministro voltem a ser quinzenais. Para Luís Montenegro, trata-se de uma forma de atenuar o "rolo compressor da maioria absoluta". No final de uma reunião com a bancada, esta quinta-feira, o presidente dos sociais-democratas garantiu que o partido ainda não tem uma posição fechada sobre o novo aeroporto de Lisboa.

"A nossa proposta é muito direta, queremos retomar os debates quinzenais na formulação que tinham anteriormente. Pode haver um modelo aprimorado, mas não pomos em causa a natureza quinzenal dos debates", disse Montenegro, avisando: "Tiraremos ilações se o resultado final for esse", disse, referindo-se ao facto de o PS estar a insistir no modelo mensal.

O líder parlamentar do PS garante estar aberto a um consenso sobre a periodicidade dos debates. Eurico Brilhante Dias atira, porém: "Nós falamos com o PPD/PSD A e às vezes falamos com o PPD/PSD B, e nem sempre a consistência entre o A e o B é absoluta".

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Exemplos de abuso

Ignorando as "farpas" do PS, que recorda o facto de o atual acordo (debates bimensais) ter sido firmado com o ex-líder Rui Rio, Montenegro diz que vê nos debates quinzenais uma forma de se atenuar "os abusos da maioria absoluta".

"Numa altura em que há um Governo de maioria absoluta, a capacidade de escrutínio do Parlamento não deve ser diminuída. Já há exemplos do uso e abuso da maioria absoluta, uma utilização do rolo compressor da maioria. E uma das formas de podermos colmatar esse abuso são os debates quinzenais", acusou o líder do PSD, citado pela Lusa.

Em causa, por exemplo, a recente rejeição do pedido de audição do ministro das Infraestruturas, Pedro Nuno Santos, por causa do polémico despacho sobre o novo aeroporto de Lisboa.

Reunião ainda sem data

Quanto à questão do aeroporto, Montenegro confirmou que ainda não foi acertada reunião com o primeiro-ministro. E garantiu que o partido também não decidiu a sua posição quanto à localização a defender.

"Não temos uma posição tomada e fechada", disse o líder do PSD, referindo que será "uma posição responsável". Na última reunião de Paulo Mota Pinto como presidente da bancada, Montenegro vincou as prioridades do PSD: saúde, coesão territorial e crise económica.

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