Educação

Psicólogos escolares pedem regulamentação da carreira

Psicólogos escolares pedem regulamentação da carreira

Um grupo de 100 psicólogos escolares escreveu uma carta aberta contra a perpetuação dos vínculos precários e a ausência de uma carreira.

O estudo Saúde Psicológica e Bem-Estar divulgado esta terça-feira revelou que um terço dos alunos e metade dos professores acusam sinais de sofrimento psicológico e emocional. A pesquisa, defende o grupo, confirma que os psicólogos escolares são necessidades permanentes nas escolas apesar de assinarem contratos "como uma necessidade temporária".

Após 20 anos sem entradas nos quadros, o processo de regularização extraordinária (PREVPAP) deu resposta a "alguns mas deixou de fora muitos outros". A maioria dos que estão nas escolas, asseguram na carta, renova ou prorroga os contratos anuais desde 2017. Na resposta à pandemia, o ministério da Educação reforçou as equipas multidisciplinares abrindo 1100 vagas para técnicos especializados. Estes contratos, já anunciou o ministro João Costa vão ser prorrogados para o próximo ano letivo. Sendo mais uma vez, critica o grupo, uma solução precária, sem vínculo permanente.

"Estamos a acusar o desgaste sobre a continuidade de falta de respostas para as nossas situações, perpetuadas pela incerteza de um futuro", lê-se na missiva a que o JN teve acesso. O grupo contesta a perpetuação dos contratos precários, a disparidade nos concursos que varia desde os critérios de seleção aos horários - há psicólogos com contratos de horário inteiro, outros a meio tempo e quem acumule dois meios horários em diferentes agrupamentos.

As equipas multidisciplinares têm de integrar obrigatoriamente um psicólogo. O grupo menciona que a procura crescente dos serviços de psicologia, devido aos efeitos da pandemia na saúde mental e a integração de alunos vindos da Ucrânia aumenta as suas responsabilidades e, por isso, pedem uma solução de estabilidade ao Governo.

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