Conferência

Público nos estádios e discotecas abertas? "Não será nos próximos tempos"

Público nos estádios e discotecas abertas? "Não será nos próximos tempos"

A diretora-geral da Saúde, Graça Freitas, informou esta quarta-feira que, tendo em conta a proximidade da reabertura do ano letivo - e o aumento da mobilidade que isso exige - não será "prudente" pensar na abertura das discotecas e no regresso do público aos estádios.

Durante a habitual conferência de imprensa de apresentação dos resultados epidemiológicos do país, Graça Freitas reconheceu que é com grande expectativa que as autoridades encaram o início do ano letivo, razão pela qual, explicou, não é o momento de tomar medidas que gerem ainda mais mobilidade social.

"Este vírus ainda não completou um ano. Neste momento, estamos num ciclo social especial, de reentrada após o período de férias. Mobilizámo-nos mais nos meses anteriores, o que gerou mais contactos e mais novos casos", sublinhou, acrescentando que, exatamente por essa razão é que o Governo decidiu, "por precaução", voltar à situação de contingência a partir do próximo dia 15.

"Entre os dias 14 e 17 vamos ter a reabertura do ano escolar. Isto vai mobilizar um número enorme de pessoas. Manda a prudência que não ensaiemos outras medidas que possam levar a mais contactos", frisou a diretora-geral da Saúde, assegurando que o regresso de público aos estádios e a abertura das discotecas, fechadas há seis meses, "não será, certamente, nos próximos tempos", uma vez que é preciso "ver como corre a reabertura das escolas".

A secretária de Estado Adjunta e da Saúde, Jamila Madeira, reconheceu também que o Governo está preparado para um aumento do número de casos de infeção com o regresso às aulas. Por essa razão, anunciou o lançamento de um concurso para a compra de novos equipamentos de proteção (EPI), num investimento de 20 milhões de euros.

PUB

"A segurança dos profissionais de saúde continua a ser essencial no combate à pandemia", frisou, explicando que, no total, 4551 profissionais contraíram infeção por SARS-CoV-2, abaixo da média mundial, sendo que, desses, 3892 já recuperaram. Além disso, Jamila Madeira revelou ainda que foi assinado um despacho que acrescenta as associações de bombeiros às entidades isentas de IVA na compra de EPI"s.

Em relação à suspensão dos testes à vacina da AstraZeneca, Rui Ivo, presidente do Infarmed, explicou que a decisão foi tomada na sequência de uma reação adversa num dos participantes. "Essa reação pode estar relacionada com a vacina ou não", sublinhou, acrescentando que a farmacêutica está, agora, a fazer essa avaliação.

Ainda assim, recordou que se trata de um procedimento normal nesta fase 3 do processo e que o que aconteceu "não foi a suspensão da vacina, mas sim dos estudos".

Sobre um estudo da Universidade de Washington, anunciado recentemente, e que prevê quase 20 mil infeções diárias em dezembro, Graça Freitas defendeu que, segundo especialistas portugueses, o método utilizado nessa investigação" tem grandes fragilidades".

"Este método, aplicado a previsões do passado já resultou em grandes erros. Não nos merece confiança nem especial atenção", assegurou a diretora-geral da Saúde.

Graça Freitas comentou ainda o facto de o jogo de sub-21 entre Portugal e Bielorrússia ter sido suspenso esta terça-feira, após terem sido detetados três casos positivos de infeção na equipa bielorrussa.

A DGS decidiu testar toda a comitiva e foram identificados outros três infetados: seis no total na delegação que se deslocou a Portugal. A nova data do jogo será anunciada pela UEFA.

Mais Notícias

Outros Conteúdos GMG