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Sanções

Putin e Lavrov com ativos financeiros congelados

Putin e Lavrov com ativos financeiros congelados

Chefes da diplomacia da União Europeia alargaram lista de sancionados e foram decididas medidas adicionais nas Finanças. Foi sobretudo a Alemanha que travou na cimeira, em Bruxelas, a exclusão da Rússia do sistema SWIFT. E foram pedidas exceções, por exemplo para bens de luxo.

O presidente russo, Vladimir Putin, e o seu ministro dos Negócios Estrangeiros, Sergei Lavrov, serão sancionados através do congelamento dos seus ativos financeiros. Após o pacote de medidas acertado pelos líderes europeus, foi a vez dos chefes da diplomacia chegarem a acordo esta sexta-feira para alargar a lista de sancionados.

O primeiro pacote incluía já o ministro da Defesa russo, Sergei Shoigu. Segundo disse o ministro Santos Silva, em Bruxelas, após uma reunião com os homólogos dos Negócios Estrangeiros na União Europeia (UE), a lista de personalidades, pessoas singulares e entidades russas alvo de sanções foi alargada ao presidente, ao primeiro-ministro, aos ministros dos Negócios Estrangeiros e do Interior.

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Ressalvou então que, no caso de Putin e Lavrov, trata-se do "congelamento dos seus ativos financeiros".

Quinta-feira, no Parlamento, Santos Silva tinha dito que a lista de sancionados já ia "em mais de 500 pessoas e entidades russas".

Também os ministros da Economia e das Finanças, incluindo João Leão, decidiram sanções adicionais. Christine Lagarde, presidente do Banco Central Europeu (BCE) que esteve na reunião em Paris organizada pela presidência francesa, assegurou que, tal como todos os bancos centrais europeus, "implementará de forma rigorosa" as sanções.

SWIFT e exceções

A França anunciou de imediato o congelamento de todos os bens de figuras da elite russa como dirigentes políticos e oligarcas. O ministro Bruno Le Maire reclamou a exclusão da Rússia do SWIFT (sistema internacional que assegura as transações financeiras) mas não avançou, tal como outras medidas mais duras. "É a arma nuclear financeira que permite o acesso das instituições financeiras russas a todos os estabelecimentos financeiros no mundo", explicou.

Itália impôs exceção nos bens de luxo

Embora com "todas as opções na mesa", lamentou as resistências de alguns estados. Estas foram, sobretudo, da Alemanha, apurou o JN. A Itália, por exemplo, impôs exceções aos bens de luxo.

Mas os ministros comprometem-se a implementar pelo "tempo que for necessário" as sanções saídas da reunião do Conselho Europeu. A Bruxelas e ao BCE pedem que "avaliem as consequências de cortar ainda mais o acesso das instituições russas ao sistema financeiro". Cientes das consequências, como na energia, prometem "acelerar a agenda" para "reforçar a independência económica". Isto quando a nova lista aprovada pelos 27 estados incluem sanções em vários setores: financeiro, energético, transportes, exportações e política de vistos.

Na energia, trata-se de proibir a exportação de tecnologias de refinação específicas da UE para a Rússia, e nos transportes a exportação de aeronaves, peças sobressalentes e tecnologia. No setor financeiro, o alvo são as interações financeiras com bancos russos, o financiamento de empresas estatais russas, bem como fluxos financeiros e investimentos deste país para a UE.

Em cima da mesa está ainda a suspensão das viagens sem visto para titulares de passaportes diplomáticos russos e dos acordos de facilitação de vistos para quem tem passaporte de serviço.

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