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Puxão de orelhas de Costa? Temido diz que se o fez "teria razão"

Puxão de orelhas de Costa? Temido diz que se o fez "teria razão"

A ministra da Saúde atribuiu a um eventual cansaço o alegado raspanete que terá levado de António Costa na reunião com os epidemiologistas no Infarmed esta semana.

Sem confirmar se foi ou não repreendida pelo primeiro-ministro, na reunião de quarta-feira, em Lisboa, num ato que terá precipitado o fim da reunião com os técnicos de saúde pública, Marta Temido disse esta sexta-feira que se tal tivesse acontecido o chefe do Governo "teria certamente razão".

"Se o primeiro-ministro puxou as orelhas à ministra da Saúde, teria certamente razão. Embora os castigos sejam pouco da nossa forma de trabalhar", apontou Temido, na habitual conferência de balanço diário da covid-19 no país, depois de ter sido confrontada com a alegada repreensão revelada pela "Visão".

A revista adiantou que, já na parte final da reunião, a que, desde 24 de março, assistem o chefe de Estado, partidos e representantes de vários setores económicos e sociais, Marta Temido estaria a resumir o estado da situação epidémica no país quando Costa interrompeu a governante, depois de esta ter falado em "confinamento" ao comparar o o que foi feito perante o surto inicial no Norte com o que está a acontecer em Lisboa.

Antes de dar por fechada a reunião, deixando a ministra sem palavra, o primeiro-ministro terá lamentado a linguagem da ministra e dos técnicos, a par de uma interpretação do que está a acontecer - principalmente em Lisboa -, que estará a impedir o Governo de ter uma ação mais assertiva.

"Todos começamos a ficar bastante cansados e gostaríamos de poder voltar à página da covid-19. É natural que se perca alguma da tranquilidade e que possamos perguntar-nos se as coisas estão todas a evoluir no sentido que é o melhor", assumiu a ministra, esta sexta-feira.

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